Simone (2002)

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4.0/5Vanessa Vanessa 2 de Janeiro de 2010 às 00:21

Simone é um filme muito interessante de se ver... É um filme invulgar e bastante bom...
Alpacino no seu melhor...
Recomendo 4*

3.5/5Vitinha Vitinha 22 de Agosto de 2009 às 23:25

Filme interessante e diferente,nao se ve muitos dentro deste genero,ganha muitos pontos pela originalidade,talvez nao agrade a toda a gente mas achaei bastante bom,a mensagem do filme é razoavelmente forte,gostei...Al Pacino esta como sempre bem,Simone nao e um filme de encher o olho mas e um filme adulto,credivel e competente

3.5*

Helder Santos
Helder Santos 2 de Setembro de 2004

Filme fantástico. Sendo uma mordaz e divertida visão do mundo do cinema, mais concretamente do mundo criado à volta do mesmo, do "show business"; e tendo uma fotografia eficaz e bonita, este é um filme que pode ser (espero que para muitos cinéfilos e amantes do cinema) um verdadeiro filme-culto. Um pouco à semelhança do filme anterior de Andrew Niccol - Gattaca.

Tiago
Tiago 2 de Setembro de 2004

Como seria fácil ignorar um filme que remete para o tal lugar tão independente como visitado, separador do binómio real - virtual. Como seria fácil explorar dentro do mesmo espaço já visitado outrora, sem conseguir colorir uma narrativa, logo à partida, incolor.
"Simone" não é uma história. Não vive das personagens, não vive do espaço, não vive da narração. É, antes, uma montra de risos e sorrisos irónicos, prestes a desamparar o espectador a qualquer momento. Consegue-o devido à equilibrada e coerente consciência cinematográfica, presente em todas as situações inverosímeis, inerentes à disposição argumentativa. Não está em causa duvidar que um simples holograma, suportado por um revolucionário programa informático, pode enganar milhões de pessoas em todo o Mundo, seja pela instantânea visualização do concerto ao vivo ou pela projecção da imagem televisiva, nas pirâmides do Egipto. Não está em causa duvidar que um simples código de computador pode, em momento algum, influenciar decisivamente o percurso profissional e emocional de alguém.
"Simone" baseia-se, primitivamente, na vontade extrema, reflectida em cada um de nós, de denunciar o niilismo social em que progressivamente nos afundamos.
O mundo dos media, sempre unido aos conceitos de poder, fama e capital, é, simplesmente, chicoteado até fazer sangue, sem que o espectador precise de o sentir. Como se a sátira, na mansão de Hollywood, fosse tão fácil de se impor.
Por outro lado, "Simone", através da personagem de Viktor Taranski (interpretada por um Al Pacino com algumas expressões - cópia do seu papel em Insomnia) aborda a vulnerabilidade espontânea do ser humano racional, no momento em que este se encontra com a realidade, depois de amarrado a uma quimera indestrutível. Em "Simone", esta desilusão caminha mais um pouco, quando o palpável e o virtual se confundem nos simbolismos sociais. Essa fusão acontece quando Taranski se dirige a Simone, fazendo-a crer que é mais autêntica do que todos os que a veneram, ou quando considera que a sua actriz inventada ganha uma vida própria, acusando-a de ser uma serial-killer. Desse modo, outro confronto conceptual aparece: por um lado, o que é falso e que não existe, sem precisar de ser provado; por outro, o que é verdadeiro, mas quando não suportado por evidências, se transforma facilmente em mentira.
Como em todos os filmes que não procuram moldar o riso, mas sim propô-lo, "Simone" surpreende sempre que escasseia o espaço para tal. Afinal, pior do que um realizador, frustrado com o rumo da sua carreira, se lembrar de destruir a sua própria actriz - criação, ao dar-lhe um papel aparentemente comprometedor, seria chamar ao filme "I am Pig", sendo Simone a personagem central.
A reviravolta final do filme é cristalino entretenimento intelectual e faz-nos sorrir, mesmo sem querer. Mais do que surpreendente, "Simone" é um registo artístico que mistura, de uma forma rara de encontrar numa sala de cinema, a paródia e o engenho cinematográfico.