(1996)

poster

novo comentário

Para submeter um comentário faça login ou registe-se

comentários RSS

5.0/5Valverde Valverde 21 de Setembro de 2011 às 00:00

Nem sempre as formas de exemplificar o amor são directamente proporcionais às formas de o compreender. Amar no seu completo contexto é um rio cheio de afluentes onde não se pode julgar o caminho que uma folha caída na água irá tomar, mas aceitar que assim está decidido pela natureza e a sua espontaneidade. Bess é, de facto, uma forma de amor. Compreende-la e aceita-la, tal como suportar os desejos intimistas de Jan nem sempre é fácil e, por vezes, desafiamos as suas atitudes e julga-mo-las numa inquisição de pensamentos feitos à nossa justiça. Porém, esta personagem feminina nutre não só pelo marido, mas como por toda a concepção da vida uma pureza e natureza tão espontânea, que, tal como ela própria diz "todos temos um talento vindo de Deus". O dela é acreditar. Acreditar nas pessoas e no seu dever em ama-las. Fá-lo desmedidamente e, talvez por isso, se apelide de "burra", mas sabe que o faz com um único e simples motivo. O de seguir a natureza do seu coração. Lars Von Trier criou um filme lindíssimo, cheio de entendimentos e momentos tão sensíveis que é francamente justo que se lhê dê a oportunidade de pelo menos um visionamento na vida.

jorgecouto jorgecouto 1 de Dezembro de 2009 às 23:03

Este realizador sabe muito...e por isso não disfarça com "efeitos especiais"...

4.0/5André Filipe Moreira Santos André Filipe Moreira Santos 20 de Maio de 2008 às 13:54

ah e akeles planos a anunciar os capitulos estão espectaculares, parecem quadros com vida

4.0/5André Filipe Moreira Santos André Filipe Moreira Santos 18 de Maio de 2008 às 17:09

filme bom, mt bom, filme ideal para kem axa k o amor é uma loucura... e será k o k ela fez foi amor ou loucura? fica a kestão... e o fim ta mt bom

5.0/5deuce deuce 21 de Fevereiro de 2008 às 03:00

genial.

4.0/5Rolling-Murray Rolling-Murray 9 de Julho de 2007 às 18:17

Um filme pouco consensual que permite descobrir uma das melhores actrizes dos últimos anos.

Miguel Valente
Miguel Valente 10 de Maio de 2005

Filme excelente!
será este um filme sobre o Amor? o que é realmente o Amor? Este fime não responde, apenas nos "obriga" a questionar

EWILAN - fixa este nome!
EWILAN - fixa este nome! 4 de Abril de 2005

Um filme extraordinário, revelando toda a qualidade de Lars von Trier. 4*

Tiago Almeida
Tiago Almeida 7 de Setembro de 2003

"Breaking the waves" e um filme distanciado do prazer cinematográfico. Longe da nossa memória.
Nele encontramos, paralelamente `a acção, a palavra coragem. No entanto, muito longe uma da outra. Como se a ultima avistasse a primeira durante toda a fita, mas nunca nela chegasse a entrar.
E e essa profundidade, essa especificidade de imagens e emoções, esse "ir mais alem", que estando ausente, influencia decisivamente o resultado global do filme.
A ideia que resta dessa incapacidade para envolver o espectador e exemplificada na cena da ultima despedida de Jan a Bess, quando esta já se encontra morta, na qual Lars Von Tier consegue, com violência, privar o espectador do convívio entre o seu espirito e aquilo que ve e ouve. Quando neste filme, parece ser possível chorar, rapidamente percebemos que as nossas lagrimas não tem sequer espaço nem tempo para cair... Assim, ao não envolver, o chorrilho de imagens excessivamente pobres para se revelarem durante tanto tempo, acaba por agredir o espectador.
Salvem-se as boas presenças de Katrin Cartlidge, no papel de Dodo, e da própria Emily Watson, que começando enfadonha, consegue, com naturalidade, no rescaldo do filme, criar uma interessante caracterização.
Os sinos acabam por tocar e deixar uma mensagem poética, mesmo no termo do filme. No entanto, o desequilíbrio de ideias e impulsos já estava instalado. E esses sinos, tal como a fé em algo diferente no destino de Bess, aparecem tarde demais.