É sem dúvida um filme estranho, mesmo para a bitola dos Coen. Inicialmente, parece tratar-se de uma sátira ao mundo do showbizz, ao conflito de valores entre o teatro e o cinema de Hollywood, entre o sentimento de "achievement" proveniente do público e da crítica versus aquele que nos é ditado pelo instinto. No entanto, eis que, do nada, surgem fenómenos estranhos como uma mulher morta, uma caixa que ninguém sabe o que contém, um prédio em chamas que não parece incomodar ninguém e, por fim, a materialização de um quadro. Para quem procura uma espécie de thriller verosímil (ao nível de "Blood Simple" ou mesmo "No Country For Old Men"), é aconselhável manterem-se afastados deste filme, que é, acima de tudo, um exercício de estilo dos Coen.
4.0/5Valverde
28 de Dezembro de 2008 às 18:48
Um dos melhores trabalhos dos Cohen, um filme que brilha pelo vastíssimo campo de detalhes, fortes interpetações e o extraordinário senso da história, a forma como ela, sem credíbilidade, consegue manter-se misteriosa, original e mais do que tudo, cheia de vontade de mostrar excelente cinema. É isso, que Barton Fink é, um maravilhoso trabalho de autor.
3.5/5Nada
27 de Dezembro de 2008 às 18:32
Um filme com uma ambiência muito interessante e bem conseguida. Interessante de se ver, boas personagens, claro que em termos de enredo, de profundidade interpessoal, peca por defeito, como quase todos os filmes dos coen.