Estrada Perdida (1997)

Lost Highway

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Sinopse

Não existe uma sinopse para este filme.



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3.8 (62 votos)
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3.8

Detalhes

Ano: 1997

País: EUA, França
Género: Drama, Thriller

Realização:
David Lynch

Intérpretes:
Bill Pullman, Patricia Arquette, Balthazar Getty, Robert Blake

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A crítica

A primeira hora do filme é simplesmente brilhante (...) Não perca.”
António Cabrita, Expresso

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5.0/5alex alex 7 de Janeiro de 2010 às 23:30

Parabens Alexandre pela interpretação que fizeste do filme, só agora vi os comentários sobre este filme e sinceramente andam por ai muitas pessoas que não percebem nada de cinema e julgam que um bom filme tem que ser muito certinho e facil de compreender, quem não gostou deste filme e eu respeito, mas só demonstram preguiça intelectual para entenderem um filme com uma forte componente surrealista, se calhar se ja tivessem visto outros como por ex: Wild at Heart, Eraserhead, ou Blue Velvet, iriam perceber melhor a historia, queria só dizer que este filme é o meu preferido de todos e concordo com tudo o que foi dito pelo Alexandre.

André Filipe Moreira Santos André Filipe Moreira Santos 29 de Dezembro de 2008 às 23:58

Já venho tarde, mas Francisco Sousa, não diga isso, o "Donnie Darko" tem explicação, passe pela ficha do filme, leia a minha explicação e depois reveja o filme, vai ver k tudo faz sentido. em relação ao "Estrada Perdida" um dia o verei...

p.s: "Dune" não é um mau filme...

alexandre alexandre 3 de Setembro de 2008 às 15:19

Sr. Slb, decidi expor aqui a minha interpretação desta estrada perdida, uma das possíveis, quiçá diferente da do próprio Lynch. Fred é um saxofonista esquizofrénico, extremamente possessivo e ciumento, casado com Renee, que vive assustada com este homem. A vigilância extrema de Fred acaba por assumir a forma de estranhas cassetes de vídeo que são, anonimamente, abandonadas na casa de ambos (de uma vez por todas, muitos aspectos dos filmes lynchianos são SÍMBOLOS, metáforas, uma “realidade exterior” que exprime da melhor forma uma realidade interior). A tensão naquela casa, já latente, acentua-se e culmina no assassinato macabro de Renee levado a cabo num momento psicótico por Fred. Este homicídio é precedido por uma festa onde Fred, num momento de esquizofrenia, trava um diálogo sinistro com o “homem misterioso” (a sua consciência?). Este encontro arrepiante dá-nos um mau presságio, a ideia de uma tragédia iminente. O consciente dá então a Fred a “informação” do subconsciente. Chegados a casa, este casal não resistirá à paranóia do saxofonista. E a sua mente acaba por lhe pregar uma partida, fazendo-o esquecer-se dos detalhes do homicídio, dando a Fred apenas a imagem de si entre os destroços do corpo de Renee. Já na prisão, Fred inicia uma fuga psicogénica, recusando-se a assumir a culpa do crime passional. Uma das características do ser humano é precisamente a dificuldade em assumir a culpa dos seus actos. E esta fuga desesperada à realidade assume a forma de uma “novela negra”, com novas personagens, onde os culpados são outros e onde Fred (ou melhor, Pete) se torna vítima de uma conspiração, juntamente com Renee (ou melhor, Alice). Mas o consciente não permite que Fred fuja para sempre da realidade e o casal Pete/Alice não resiste, à semelhança de Fred/Renee. Por mais que tentemos fugir à realidade, somos sempre empurrados a fazer-lhe face… decididamente, Fred está condenado à culpa…