Estrada Perdida (1997)

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5.0/5alex alex 7 de Janeiro de 2010 às 23:30

Parabens Alexandre pela interpretação que fizeste do filme, só agora vi os comentários sobre este filme e sinceramente andam por ai muitas pessoas que não percebem nada de cinema e julgam que um bom filme tem que ser muito certinho e facil de compreender, quem não gostou deste filme e eu respeito, mas só demonstram preguiça intelectual para entenderem um filme com uma forte componente surrealista, se calhar se ja tivessem visto outros como por ex: Wild at Heart, Eraserhead, ou Blue Velvet, iriam perceber melhor a historia, queria só dizer que este filme é o meu preferido de todos e concordo com tudo o que foi dito pelo Alexandre.

André Filipe Moreira Santos André Filipe Moreira Santos 29 de Dezembro de 2008 às 23:58

Já venho tarde, mas Francisco Sousa, não diga isso, o "Donnie Darko" tem explicação, passe pela ficha do filme, leia a minha explicação e depois reveja o filme, vai ver k tudo faz sentido. em relação ao "Estrada Perdida" um dia o verei...

p.s: "Dune" não é um mau filme...

alexandre alexandre 3 de Setembro de 2008 às 15:19

Sr. Slb, decidi expor aqui a minha interpretação desta estrada perdida, uma das possíveis, quiçá diferente da do próprio Lynch. Fred é um saxofonista esquizofrénico, extremamente possessivo e ciumento, casado com Renee, que vive assustada com este homem. A vigilância extrema de Fred acaba por assumir a forma de estranhas cassetes de vídeo que são, anonimamente, abandonadas na casa de ambos (de uma vez por todas, muitos aspectos dos filmes lynchianos são SÍMBOLOS, metáforas, uma “realidade exterior†que exprime da melhor forma uma realidade interior). A tensão naquela casa, já latente, acentua-se e culmina no assassinato macabro de Renee levado a cabo num momento psicótico por Fred. Este homicídio é precedido por uma festa onde Fred, num momento de esquizofrenia, trava um diálogo sinistro com o “homem misterioso†(a sua consciência?). Este encontro arrepiante dá-nos um mau presságio, a ideia de uma tragédia iminente. O consciente dá então a Fred a “informação†do subconsciente. Chegados a casa, este casal não resistirá à paranóia do saxofonista. E a sua mente acaba por lhe pregar uma partida, fazendo-o esquecer-se dos detalhes do homicídio, dando a Fred apenas a imagem de si entre os destroços do corpo de Renee. Já na prisão, Fred inicia uma fuga psicogénica, recusando-se a assumir a culpa do crime passional. Uma das características do ser humano é precisamente a dificuldade em assumir a culpa dos seus actos. E esta fuga desesperada à realidade assume a forma de uma “novela negraâ€, com novas personagens, onde os culpados são outros e onde Fred (ou melhor, Pete) se torna vítima de uma conspiração, juntamente com Renee (ou melhor, Alice). Mas o consciente não permite que Fred fuja para sempre da realidade e o casal Pete/Alice não resiste, à semelhança de Fred/Renee. Por mais que tentemos fugir à realidade, somos sempre empurrados a fazer-lhe face… decididamente, Fred está condenado à culpa…

alexandre alexandre 2 de Setembro de 2008 às 20:16

Isto é um espaço para cinéfilos ou para tótós? Quem se julgam alguns de vocês para dizer que o filme não faz sentido e que parece bem dizer que é uma obra-prima, etc., etc.?? O slb só pode ser um mentecapto, o David Lynch é um artista ou um indivíduo que não sabe o que faz? Que haja quem não goste do filme, acredito, mas daí a vomitar que não tem sentido... os sonhos, as alucinações, as esquizofrenias, as psicastenias têm sentido? Lynch é um onírico e sabe o que faz, não é o sr. slb (que tem um qi enooooooorme) que sabe mais ou tem mais sensibilidade artística. Se não gostou, diga que não gostou mas não venha com histórias da carochinha. O cinema para si está muito limitado, mas ainda bem que há pessoas que apreciam filmes como este e que o vêem e revêem.

mfmt mfmt 23 de Julho de 2008 às 20:35

Senhor slb existem aspectos que gostaria muito que fossem reflectidos por si: existem pessoas com sensibilidade especial para o cinema, que já viram muitos filmes, para os quais o cinema é como uma extensão da sua própria vida. Para essas pessoas ver um filme é um exercício de raciocínio, uma tentativa de perceber o próprio mundo em que estamos inseridos! E por muito que lhe pareça estranho, há mesmo pessoas que conseguiram encontrar um fio condutor neste filme e para as quais este se tornou um filme de culto, uma vez que em cada visionamento encontram um pormenor que as faz tentarem novamente redescobrir o significado do filme. É como um ciclo vicioso, mas um ciclo que dá muito prazer a quem realmente ama o cinema. Não estou com isto a dizer que o senhor não entende de cinema ou não gosta, mas sim que existem pessoas que interpretam o cinema de forma muito diferente de si.

Não gosta de Lynch, tudo muito bem... mas não descarregue toda a sua raiva por existirem pessoas que realmente percebem o mundo surreal deste senhor, ou pelo menos julgam perceber (o que já é óptimo!) Não seja pretensioso ao ponto de se achar dono da verdade absoluta, a mente humana é complexa de mais para essas certezas ridículas!

4.0/5Hugo Gomes Hugo Gomes 16 de Setembro de 2007 às 15:51

Primerio de tudo, os filmes de Lynch são uma incognita, a quem procura um significado e pensa ter encontrado e há quem nem tente. Muito bem, a opinião de cada um sobre filme, não tem a haver com a opinião geral, certos filmes de Lynch tocam na ãlma da pessoa, assim dando um sentido ao filme. O filme pode também ter sentido para o realizador. Agora se não percebem do filme, ou simplesmente não gostam, podem muito deixar o comentario do filme nesta ficha, mas se vem com a desculpa que o filme não sentido e pronto ou o filme tem obviamente um sentido e só eu sei porque sou o maior, então é melhor não comentar, porque um coisa é debater a qualidade de um filme, outra é ofender uns aos outros directamente.

Francisco Sousa Francisco Sousa 16 de Setembro de 2007 às 12:58

O David Lynch até tem bons filmes (Wild at Heart, um verdadeiro espéctaculo!), mas neste exagerou. Já vi filmes confusos, mas este é ridiculo. É como o Donnie Darko, não se percebe a ponta dum corno, mas parece bem dizer que são obras-primas...

Cansado Cansado 15 de Agosto de 2007 às 02:30

um conselho para o senhor "slb" que revela muita rebeldia no seu comentário, veja mais cinema com regularidade e esteja mais atento aos pormenores que cada filme transmite, certamente que ainda poderá vir aprender muito com isso, até lá se mesmo assim nao compreender filmes como este "A Estrada Perdida" fique apenas na sua e não cometa o erro de criticar um assunto ao qual o senhor nem se quer entende...ou talvez nem se esforçou para tal.
Esteja mais atento!

Se quiser eu até lhe digo um mau filme que Lynch tenha dirigido. Dune

slb slb 16 de Julho de 2007 às 16:30

Um filme que ninguém percebeu e, consequentemente, ninguém gostou verdadeiramente.

Claro que aqueles que se apelidam de "grandes cinéfilos" continuam a insistir que Lynch é um grande realizador, que não conta uma história apenas, mas lhe confere outro significado, etc., etc.....

Tal como todos, detestei o filme, mas a diferença é que tenho coragem para o admitir

A todos os que não têm: parabéns, você é um grande cinéfilo, percebe mesmo de filmes, etc. e tal ...(levem lá a bicicleta)

Paulo Marques
Paulo Marques 18 de Setembro de 2006

Lynch no seu melhor não haja dúvida! O enigma, o mistério a ilusão são factores que suscitam um enorme interesse no espectador e Lynch sabe fazê-lo como ninguém!
Alguns Simbolismos estão simplesmente perfeitos. A cena em que Bill Pulman contém a raiva é brilhante. Lynch mostra-nos uma espécie de explosão de uma casa em retrocesso. Simplesmente brilhante!

Cansado
Cansado 3 de Janeiro de 2006

Certamente a obra de culto de David Lynch! Notável! 5*

elcost
elcost 2 de Novembro de 2005

é de Lynch portanto mentes abertas para a ilusao. Patricia Arquette e sem duvida uma grande tentacao.
Muito bom

Chigas
Chigas 28 de Julho de 2005

o filme e bom, mas ainda estou a pensar o que era aquilo, porque nao entendi nada do enredo, mas sem duvida que e um filme envolvente e que se ve muito bem...

Markus
Markus 12 de Junho de 2005

Como qualquer filme do David Lynch, podemos tirar 1001 conclusões ao seu final...muito agradável!

Miguel Valente
Miguel Valente 24 de Maio de 2005

Não Sou um fã de Lynch. Mas se o Cinema é uma fábrica de ilusões que nos faz-nos viajar sem saír so sofá... este filme é sem duvida cinema!

sálo
sálo 3 de Março de 2005

Um filme sem dúvida interessante, mas que eu adoraria (desculpem a minha falta de inteligência) que me explicassem.

Tiago
Tiago 30 de Junho de 2003

o macabro, o pesadelo, um mundo distante ao qual o nosso olhar responde com o deslumbramento de puro cinema.o melhor filme de Lynch.