(2006)

poster

a crítica

Reza a lenda que quando os seres humanos viviam junto aos mares, os habitantes do profundo azul os visitavam e traziam consigo mensagens proféticas. Com o afastamento dos humanos para as terras interiores o contacto entre os dois povos perdeu-se. Mas agora esses habitantes do mar encontraram forma de voltar a contactar os seres humanos através do hotel "The Cove" e do encarregado de manutenção do local, Cleveland Heep (Paul Giamatti), que descobre uma mensageira desse povo náutico chamada Story.

"Lady in the Water" é acima de tudo um filme de tópico religioso que profetiza acerca da crença em mundos transcendentais e em criaturas divinas. Da ligação comum entre os seres humanos de características díspares e das suas capacidades adormecidas. Shyamalan retracta esta crença de forma inquestionável como fazendo já parte dos intervenientes do filme que nunca duvidam da veracidade dos eventos que decorrem no local onde vivem, como se no seu interior sempre soubessem que algo estava destinado a acontecer. O cineasta indiano enfatiza sobretudo a crença espiritual de cada indivíduo e nunca sublinha ou descarta qualquer religião em particular. Isto, sempre sobre o olhar do perigo iminente que se empenha a destruir essa pureza rara e reminiscente nos sentimentos do ser humano.

"Lady in the Water" não é um filme fácil como o "O Sexto Sentido" nem perturbante como "Sinais". É guiado maioritariamente por diálogos que revelam uma história de "embalar" entretanto tornada realidade. Não será rápida a aceitação desta fábula de M. Night Shyamalan pelo público geral nem pela crítica especializada (ele próprio aparenta ter essa consciência ao colocar um crítico de cinema como veículo de frieza, calculismo e apatia), mas acredito firmemente que tal como "A Vila" está já condenado a clássico.”
Paulo Figueiredo, Cinema PTGate
A credulidade das personagens é proporcional à inverosimilhança dos acontecimentos que atravessam este conto para crianças elevado a thriller fantástico e, por consequência, tudo o resto acaba por falhar: falta magia à fantasia, falta eficácia ao suspense e sobra desconforto para os protagonistas.”
Vítor Moura, Premiere