World Trade Center (2006)

poster

a crítica

A dimensão trágica do 11 de Setembro de 2001 fez despoletar visões e acontecimentos que não deixaram ninguém indiferente. A vida parece ter mudado, ou assim parece. Existe um perigo à espreita, sempre presente e pronto a revelar-se quando menos se espera.
As consequências econômicas e sociais, sobretudo nos EUA, foram e ainda são visíveis, e mesmo 5 anos depois, os media pouco parecem dispostos a deixar a tragédia do WTC desfalecer e ruir para o esquecimento. Oliver Stone foi o primeiro realizador com a coragem necessária para projectar uma longa metragem acerca do assunto, instalando-se desde logo um burburinho devido a questões, sobretudo, éticas. Na verdade, de polémico, este épico de Stone nada tem. Antes aborda o atentado do ponto de vista de quem mais sofreu naquele fatídico dia. Pessoas com vidas pacatas, polícias portuários de Nova Iorque nada habituados ou preparados para tais eventualidades, como o próprio personagem que Nicholas Cage imaculadamente interpreta, chega a proferir.
Os pensamentos mais sensíveis e triviais, as conversas inacabadas e as promessas por cumprir, relembrados e vividos nos momentos de adversidade, segundo as versões de quem lá esteve e sobreviveu. O cenário visto do rés do chão da tragédia, aos olhos dos comuns mortais, pessoas que tinham tudo a perder e mesmo assim se entregaram a missões de morte quase certa.
"World Trade Center" não só faz jus à tragédia do 11 de Setembro como transporta uma mensagem de força e esperança para aqueles que a qualquer momento possam ver-se confrontados com a mais difícil das provações.”
Paulo Figueiredo, Cinema PTGate
WORLD TRADE CENTER apenas nos deixa divididos num ponto: a necessidade de expor em demasia uma espécie de patriotistmo básico (...) Apesar da excelência cinematográfica, tresanda a evangelização.”
Rui Pedro Tendinha, Premiere