(2006)

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a crítica

Este prodigioso filme de Darren Aronofsky é provavelmente o apogeu da sétima arte em 2007. É desta pragmática forma que inicio este texto que serve apenas para não deixar passar incólume umas das mais preciosas obras de cinema dos últimos anos. «The Fountain» retrata uma história de amor em três dimensões temporais diferentes, ou seja, no passado, presente e futuro. Um conquistador, um cientista e um explorador que lutam desesperadamente para salvar Isabel de negro futuro. A sua obsessão é a Árvore da Vida e a Fonte da Juventude. Para o primeiro uma lenda, para o segundo uma remota hipótese de salvação e para o terceiro, a solução possível. Parece à partida pouco provável a viabilidade deste argumento. Complexo, pouco comercial e repleto de significados intrínsecos. A Shibalba, os Maias, a Reencarnação, o Amor Eterno. Tópicos esotéricos sem potencial para massas. Mas para Aronofsky, este "heartwork", é um projecto de uma vida, o zénite para um realizador alternativo, nada acostumado à ribalta de Hollywood. Ainda bem que o cineasta assim o é. Mas muito devemos também a Rachel Weisz e sobretudo à arrepiante interpretação de Hugh Jackman. Actores empenhados de corpo e alma em desempenhar papéis inesquecíveis... e que bem que são sucedidos na sua tarefa. Os efeitos especiais são também uma chave sempre superiormente utilizada assim como a fantástica banda sonora. Tudo é perfeito, mesmo aqueles minutos a mais do fim que nunca mais chega são perdoáveis, pela magnitude de tudo o que vimos antes. Resta dizer que «The Fountain» irá directamente para junto dos meus preferidos filmes de sempre. Para junto daqueles que costumamos chamar de clássicos. Afinal, o amor É intemporal.”
Paulo Figueiredo, Cinema PTGate
Não escondo que me incomoda a forma como alguma imprensa tem tratado este filme (...) Venha o que vier, será um dos acontecimentos nucleares da segunda metade desta década.”
Tiago Pimentel, Premiere