(2006)

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a crítica

"A Dália Negra" devolve Brian de Palma aos ecrãs depois de um desastroso "Femme Fatale" (2002) e do incompreendido "Missão a Marte" (2000), adaptando o argumento de James Ellroy, famoso pelos argumentos do oscarizado "LA Confidential" (1997) e pelo interessante "Azul Escuro" (2002). Uma parceria que tem tudo para ser um sucesso, mas que mostra que nem sempre os nomes fazem boas equipas.

"A Dália Negra" apresenta-se desde logo como um filme de época. Um noir policial, baseado na história no macabro assassínio de Elisabeth Short, uma aspirante a actriz, que nunca foi desvendado.

O ritmo inicial é bastante agradável com pormenores que se revelam importantes com o desenrolar da fita e a reconstituição de época também convence, mas posteriormente prefere agarrar-se aos atritos pessoais e aos segredos de cada personagem, relegando a história central para segundo plano.

Josh Hartnett revela uma sobriedade necessária e eficaz para o papel que desempenha e Aaron Eckhart cumpre, embora sem nunca deslumbrar. Por outro lado Scarlett Johansson parece demasiado rígida e Hilary Swank (+ peruca) não convence ninguém como femme fatale, compensando o erro de casting com o seu talento nato.

"A Dália Negra" revela-nos uma acção bem situada temporalmente, impregnando-a com detalhes modernos, fugindo assim ao rótulo de retro. Ellroy dá-lhe um final pragmático, ainda que confuso, e foge pelas traseiras com o lucro obtido. O filme tem até charme, aparência e uma parcela de auto sustentabilidade, ainda que momentânea, e dificilmente resistirá ao teste do tempo.”
Paulo Figueiredo, Cinema PTGate
A DÁLIA NEGRA é um sofisticado cocktail de clichés e momentos do melhor cinema negro, muito bem combinados com a mestria da direcção de Brian De Palma”
José Vieira Tavares, Premiere