(2007)

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a crítica

Joel Schumacher realiza aqui aquele que é provavelmente o seu pior filme de sempre. É desta condenatória forma que introduzo este comentário a um filme cujo potencial do seu interessante argumento é transformado numa obra de egocentrismo desmesurado e sem significado aparente. «O Número 23» faz em certa medida lembrar o medíocre «Secret Window», onde uma premissa que desvenda uma viagem pelo lado obscuro da mente humana com a apoteose num conceito de amplitude de extravasa o individuo, se torna num acidente de percurso e afunilamento do argumento que nada mais faz do que coser uma manta de retalhos sem estrutura alguma. Jim Carrey é talvez o menos mau. Ele bem tenta dar dimensão humana à história e chega (por vezes) a convencer tal a sua dedicação, mas o que fazer quando a própria acção estrangula a interpretação do seu principal actor? Nada. A não ser ignorar e passar adiante.”
Paulo Figueiredo, Cinema PTGate