Diamante de Sangue (2006)

poster

a crítica

Leonardo DiCaprio é realmente um actor em ascensão. Cada filme por ele protagonizado revela um amadurecimento contínuo, também fruto dos papéis encaixarem surpreendentemente bem no actor de «Titanic». Todavia «Diamante de sangue» não acompanha o talento de DiCaprio, caindo em moralismos fáceis e em cenas de acção que servem apenas para queimar mais alguns minutos num filme excessivamente longo a tentar capturar o logotipo de épico.
Melhor ainda que DiCaprio é Djimon Hounson, o actor de «Amistad» e «Gladiador», injustamente relegado para fora dos Globos de Ouro. «Diamante de sangue» não escapa igualmente à já irritante "americanização" a que este género de filmes são consecutivamente submetidos, desde da figura transportadora do imenso (e pretenso) moralismo ser a jornalista americana até aos vilões serem de nacionalidades inglesa e holandesa (pelo menos habitam em Londres e um tem nome de holandês) passando pela influência guettista dos rebeldes e das armas traficadas serem de origem russa. «Diamante de sangue» é um filme que focado em denunciar os horrores do terceiro mundo, como o fez brilhantemente «Hotel Rwanda», teria sido bem mais eficaz. Ao invés sobram-nos duas horas de moralismo bacoco (perdoem a expressão) e cenas violentas para chocar os sensíveis.”
Paulo Figueiredo, Cinema PTGate
[Edward Zwick] constrói a narrativa com sentido de equilíbrio (embora nem sempre com a devida densidade), tirando o máximo partido dos evidentes valores de produção e sobretudo da interpretação carismática de DiCaprio.”
Vítor Moura, Premiere