Hostel 2 (2007)

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a crítica

Primeiramente devo dizer que admirei imensamente o primeiro filme, pelo que aguardava esta sequela com alguma expectativa misturada com natural desconfiança. «Hostel» misturava o terror puro e duro com um argumento suficientemente realista que auferia uma aura de veracidade pouco comum neste género fértil em exageros. Não que «Hostel» não retenha imensos exageros e partes menos conseguidas (não é de todo um filme perfeito) mas dentro do que se propunha, mostrou-se ser extremamente eficaz e bem conseguido. A segunda parte, pega onde o primeiro acabou, Paxton consegue fugir e vive atormentado com a ideia que possam capturar-lhe o rasto, uma vez tratar-se de uma organização cujos clientes pertencem à alta sociedade e que pouco precisam de ser descobertos. É a partir do ponto de vista desses clientes que «Hostel II» faz a sua história, a sequência da licitação é chocante e serve de base para o que se irá ver no resto do filme: tentativas de impressionar facilmente o espectador sem lhe dar uma história minimamente sólida. Mas o que irrita neste filme é a estereotipação das personagens ligada à sua nacionalidade, isto é, a acção centra-se (para o bem e para o mal) em actores americanos, deixando os restantes apenas como paisagem. Nas poucas vezes que protagonizam algo de mais elaborado, é somente para desvendar algum segredo macabro ou para matar alguém. Francamente mais pobre que o primeiro, «Hostel II» ainda tenta invocar algumas surpresas finais, mas sem êxito. Mantém-se a regra: raramente uma sequela chega ao nível o original.”
Paulo Figueiredo, Cinema PTGate
Enfim, mais do mesmo”
Manuel Cintra Ferreira, Expresso