300 (2007)

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Diogo Silva Diogo Silva 22 de Março de 2011 às 11:15

A edição de efeitos criada no filme é espantosa e original...mas não consegue perdoar a repetição e a longevidade entediante.

4.5/5Maria Inês Maria Inês 10 de Março de 2011 às 23:11

Muito muito bom, adoro a imagem, os diálogos, o sentido de humor...por vezes parecia ser tão épico que fartava um pouco, mas era só uma sensação leve...porque no geral, o filme é espectacular!

4.5/5Tiago Tiago 29 de Janeiro de 2011 às 04:54

Dos melhores filmes....fica para a história 4.5*

nunofilipeoliveira nunofilipeoliveira 28 de Agosto de 2010 às 23:35

Um filme digno de ser visto pelos olhos de todo o Mundo. Com uma grande qualidade técnica e que nos leva para um Mundo, totalmente diferente. Cheio de vida e com um enorme argumento, uma realização magnifica para os amantes de filmes.Só me arrependo apenas de não o ter visto mais cedo :P

4.0/5CODEX CODEX 18 de Fevereiro de 2010 às 23:53

Excelente produção.Zack Snyder realiza um filme violento qb, com bastantes efeitos efeitos especiais.
4*

5.0/5Mike20 Mike20 3 de Dezembro de 2009 às 14:30

Visualmente de cortar a respiração!Uma banda sonora muito competente! Excelentes interpretações (Destaque para Gerard Butler e Rodrigo Santoro)! A história é muito boa! 4,5*

4.0/5vitor vitor 26 de Outubro de 2009 às 15:21

Um filme sobre uma guerra histórica com forte carga psicológica. Fotografia excelente. Gostei muito. 4*

4.0/5Vitinha Vitinha 6 de Agosto de 2009 às 19:17

Bom filme,muito diferente do que esperava mas ainda assim bom,graficamente surpreendente e diferente o que torna o filme praticamenete unico,para um filme que seria um épico digo eu,meteu efeitos especias aos montes mas muito bem feitos tambem a que admitir,a historia e razoavel,uma historia de coragem de verdadeiros e leais guerreiros contra o enorme e grotesco exercito de Xerxes...Gerard Butler como nos tem habituado teve bastante bem tambem

4*

3.0/5Sam Per Sam Per 13 de Julho de 2009 às 11:53

Graficamente falando "300" é um espanto! Um verdadeiro festival visual. Todavia, julgo que falta um argumento que acompanhe ao mesmo nível os efeitos especiais do filme.

5.0/5Kata Kata 23 de Junho de 2009 às 19:51

Este filme foi espectecular um dos melhores que eu ja porque tem muita historia,os graficos do filme sao muito bons nao tenho palavras para descrever este filme...

Ron Mexico Ron Mexico 22 de Março de 2009 às 21:49

Se alguns portugueses tivessem metade do patriotismo que estes espartanos possuiam, Portugal de certeza que não estava nesta situação miserável nem era motivo de chacota de vários países estrangeiros. Aprendam seus mariconços sem honra e amem o vosso país, pois a nossa história tão rica não merece ser desvalorizada e muito menos esquecida!

4.0/5Liliana Liliana 11 de Setembro de 2008 às 19:09

Ps. Eu sei q nem toda a gente se interessa por História... mas convém, antes de dizer esse tipo de coisas saber do q estamos a falar, não é verdade? :)

Gostei bastante deste filme.
E como diz o Bruno... também o recomendo! :)

4.0/5Liliana Liliana 11 de Setembro de 2008 às 18:45

Confesso q só hoje li alguns dos comentários feitos a este filme... Mas li o comentário do António Paizana, e tenho a dizer q fiquei sem palavras! Muito bem escrito, sem duvida! Eu pessoalmente admiro as pessoas q têm essa capacidade: o chamado "dom" da palavra... e apesar de não me conseguir expressar dessa forma, li o comentário e concordei com (quase) tudo o q lá estava escrito.

Mas tb não pude deixar de reparar num comentário em q dizem claramente q os "Espartanos" eram homossexuais... :) Achei "super" cómico! é q só pode ser p rir...

Os Espartanos tinham caracteristicas muito próprias e ficaram na História da Humanidade por se destacarem talvez como os melhores soldados de sempre! (penso q isso está bem implicito no filme) : desenvolveram técnicas, treinos, e disciplina totalmente inovadores para a época (tudo isto inserido numa rígida educação e transmissão de valores como a coragem, resistência, patriotismo, entre outros).

Bruno Bruno 2 de Setembro de 2008 às 18:37

Concordo com a Liliana, este filme mostra a coragem de um rei que sabia que ia morrer em combate mas mesmo assim, continuou com a batalha com muita coragem. Um filme muito bom. Recomendo a todos.

4.0/5Rolling-Murray Rolling-Murray 6 de Julho de 2008 às 20:56

Um deleite para os olhos e uma adaptação muito bem conseguida de uma BD. Independentemente da questão relativa ao rumo que o cinema está a seguir (será isto cinema no verdadeiro sentido da palavra)), "300" é entretenimento ao mais alto nível.

4.0/5Liliana Liliana 2 de Julho de 2008 às 11:59

Nem sempre costumo concordar com os criticos, mas neste caso, concordo inteiramente com o João Miguel Tavares (premiere).
E acrescento q é notável a mensagem transmitida pelo filme: força, determinação, e que devemos lutar sempre por aquilo q acreditamos mesmo q pareça quase impossivel ou dificil de alcançar, é isso q distingue as pessoas: distingue um valente de um cobarde, um vencedor de um perdedor ( só perde aquele q nunca vai á luta, aquele q nem sequer tenta lutar)...

Junior Junior 2 de Julho de 2008 às 00:54

Só tenho duas dois pontos a dizer:
1-Adorei o filme.
2-Recomendo.
4.5*

Bruno Bruno 7 de Junho de 2008 às 01:38

Muito Bom.

4.0/5kkl kkl 11 de Abril de 2008 às 11:42

ate me surpreendeu este filme!
muito bom...

lfda lfda 21 de Março de 2008 às 22:01

Uma boa história mal realizada.

4.5/5jalfy jalfy 14 de Fevereiro de 2008 às 21:51

Revela uma brutalidade excepcional, até então nunca vista em filmes desse carácter! :)

João Sousa João Sousa 6 de Fevereiro de 2008 às 17:26

Fenomenal. Um filme que vale a pena ver 300 vezes

4.5/5kimERA kimERA 4 de Fevereiro de 2008 às 02:23

À primeira vista pode parecer simples entretenimento por ter um visual tão bem trabalhado, mas cedo perceberão que não se trata só disso.

4.0/5Rui Francisco Pereira Rui Francisco Pereira 29 de Dezembro de 2007 às 15:20

Um excelente filme, com efeitos especiais fabulosos e uma boa interpretação de Gerard Butler.

wishmaster wishmaster 25 de Dezembro de 2007 às 12:02

Um grande filme,dos melhores que vi nos ultimos tempos.nao há muito mais a dizer,está perfeito.NOTA de 0 a 300...300.

4.0/5Adriano Adriano 18 de Novembro de 2007 às 13:47

O Filme é excelente. que qualidade de Imagem , som , efeitos , a paisagem é deslubrante , os cenários fantásticos , e as batalhas simplesmente magnificas. Fiel à BD com um toque sublime de Frank Miller , torna este filme um filme de culto.

1.0/5Mission-Men Mission-Men 4 de Novembro de 2007 às 16:09

Grande qualidade grafica, pena que o argumento seja tão pobrezinho

Rebs Rebs 18 de Outubro de 2007 às 19:55

Comecei a ver o filme com muito poucas expectativas e surpreendeu-me bastante. Bom filme no seu género, aconselho.

4.5/5Guilherme Guilherme 16 de Outubro de 2007 às 21:33

magnifico! excelente produção e realização, e sem ficarem a atras os actores. 5*

1.0/5Catarina Catarina 16 de Outubro de 2007 às 12:38

Graficamente sofisticado

1.0/5Carlos Reis Carlos Reis 10 de Outubro de 2007 às 13:21

Este filme foram as piores 15 libras que gastei na vida.
Ate começa bem com um tratamento de imagem a dar para o retro, depois a historia perde-se e os efeitos especiais seriam bons se tivessemos a falar dum jogo para a Playstation.
As interpretaçoões caiem no exagero e a ediçao falhou nos timmings para alem de tornar o filme demasiado longo.
Tiveram a lata de acusar os Gregos de actividades homossexuais quando os Soldados Espartanos as cometiam para gerar mais uniao entre os seus soldados.
Enfim se gostas de ver homens a correr em tronco nu este filme e para ti.

1.0/5brooks brooks 9 de Outubro de 2007 às 15:21

Não esperem mais que um simpels entretenimento

4.0/5j barradas j barradas 6 de Outubro de 2007 às 16:46

mt bom apesar de na mnha opniao n merecer 5* mas n fica mt atras =D...mt bom sem duvida com grandes actores e grande realizador. antonio paizana eu juro k tentei ler...mas juro mm...mas n csgui passar do 2º parágrafo...n vo dizer k seja um mau comentario pk ate dps li umas partes salteadas k me pareceu k explicas bem a tua ideia...mas falo por mim que quando venho aki á procura de comentarios para pensar se vejo ou nao o filme, penso k o teu é "um pouco" exagerado xD. 4*

5.0/5siborro siborro 30 de Setembro de 2007 às 16:36

Fantastico, excelente realização

5.0/5Paff Paff 25 de Setembro de 2007 às 18:38

Simplesmente fabuloso!!!
Ver o excelente desempenho dos actores, o bailado das cores...
A magia do cinema entra pelo ecrã! Simplesmente espectacular...
O melhor que já vi em algum tempo!

As 5 estrelas não chegam!

4.0/5Mega Mega 19 de Setembro de 2007 às 16:44

Muito bom...Passa-se uma boa tarde de cinema...

3.0/5Hugo Gomes Hugo Gomes 18 de Setembro de 2007 às 13:29

A sua beleza é plastica, mas é de visual muito sofisticado o que acaba por encher o olho, por isso é que muita gente o adora. Mas não é um obra-prima nem nada do genero, é um entreteniemnto razoavel.

3/10 ***

5.0/5Rosa Rosa 6 de Setembro de 2007 às 02:58

Um filme espetacular! do melhor! nao estava a espera k fosse tao bom msm! Todos estão de parabéns msm! o Gerard foi magnifico... aliás como é sempre. =p

5.0/5mar mar 7 de Agosto de 2007 às 16:53

Surpreendente, magnifico, glorioso, fascinante!
Dou 5* e não falta nada ao filme!
Tb acho que não está exagerado mas sim fabuloso devido à bela produção!
Isto sim é um filme e não compreendo como é q há pessoas k tem a lata de dizer que não é grande coisa! Viva o 300!!!!!!!!!!!!!!!!!

5.0/5Claude o Garanhão Claude o Garanhão 7 de Agosto de 2007 às 00:58

-<« Classificação: 5 »>-

- Positivo:
Exelente filme, bons efeitos e grande desempenho dos actores.

- Negativo:
História já muito usada, com um final previsivel, mas apesar disso prende o espectador ao ecrã e no final dá vontade de ver novamente :)

4.5/5Tixinha Tixinha 2 de Agosto de 2007 às 21:36

GANDA filme.. n custumam ser o meu genero de filmes mas este ta realemnte bom..grande produção.. anivel cinematográfico ta msm bom..e dps a historia cm todas sempre servem de liçao..4.5*

5.0/5antoniovasconcelos antoniovasconcelos 23 de Julho de 2007 às 17:30

Não custumo gostar muito deste tipo de filmes, mas este é espectacular.
5*

nuno88 nuno88 15 de Julho de 2007 às 13:47

Mt bom o filme, excelente!

5.0/5kiki kiki 28 de Junho de 2007 às 22:10

Grandes efeitos! 5*

5.0/5King_Of_69 King_Of_69 26 de Junho de 2007 às 23:57

ESTE FILME É A LOUCURA TOTAL!!!
1000 estrelas exelente em todos os aspectos efeitos especiais perfeitos, e uma história comuvente e bastante envolvente, é uma lição de PATRIOTISMO que falta a muitos portugueses!!!!

AUUU AUUUU!!!! SPARTS

viva Portugal!!!

5.0/5DiHenry DiHenry 26 de Junho de 2007 às 01:20

Antonio Paizana qd eu tiver paciencia pra aprender a jogar bridge leio o teu comentario.

este filme 5 estrelas

pessoal n a filme como este, uma verdadeira loucura se ouve se mais q 5 eu dava acreditem!

Pedro Almeida
Pedro Almeida 12 de Maio de 2007

Efeito perfeitos
filme ±

Antonio Paizana
Antonio Paizana 1 de Maio de 2007

“300” – JOGOS DE FORMA E IDEOLOGIA
Talvez seja impossível encontrar uma estória que não tenha como motor da acção a luta entre o Bem e o Mal. Seja o Mal aquilo que for: a crueldade, a intolerância, ou o desejo de poder. Pode nem chegar a ter rosto – ser o destino adverso, o infortúnio, que maltrata as personagens. No entanto, sem este jogo de Luz e de Sombra nada de humano parece acontecer que mereça o esforço de ser narrado.
Escrevo a pensar num filme que vi há pouco e onde esta contraposição de polaridades é incisivamente evidente. O título não pode ser mais sóbrio: “300”.
Heródoto, no século V A. C., registou um acontecimento: Leónidas, rei de Esparta, à frente de trezentos soldados, conteve a invasão dos Persas no desfiladeiro das Termópilas. A bravura destes homens foi levada ao limite das suas vidas. Outras cidades da Grécia sentiram que o combate também lhes pertencia. E os Persas não passaram.
Em 2006 Zack Snyder, com base numa novela em banda desenhada de Frank Miller sobre esta batalha, realizou o filme. É a forte impressão que ele me causou que pretendo, se não compartir – o que é praticamente impossível –, pelo menos manifestar a quem me ler.
O filme fascinou-me tanto pela qualidade estética, como pelas perplexidades que decorreram da circunstância de me ter agradado.
Uma obra de arte abre-se-nos por muitos lados. Interpela-nos seduzindo e inquietando e pode conduzir-nos a interrogações que não haveríamos formulado sem ela. Pode agitar-nos com paradoxos que se não resolvem com simples passes da razão dialéctica, sempre pronta a encontrar soluções cuja força de convencimento nem sempre chega a satisfazer-nos.
A sua recepção não pode limitar-se à atenção dedicada à simples presença das formas significantes que a manifestam, ou seja, no caso de um filme, às imagens, à música, ao sentido imediato dos diálogos, ao desenrolar da acção. É pobre se ficar pela apreensão da estória nos termos em que é narrada. Será sempre para além desse limiar que se desencadeiam as conotações que vão revelando o fundo – ou os fundos múltiplos – em que a obra assenta e pelos quais ganha sentido. Aliás, é pelas raízes que aprofunda no clima cultural que a produziu ou que a recebe que ela pode atingir dimensão.
O filme prendeu-me desde o início pela qualidade das imagens: figuras cheias de dignidade e força movendo-se em espaços de equilibrada austeridade, paisagens vastas abrindo cenários adequados a uma gesta olímpica, o uso inteligente da cor, valendo mais pelas intensidade expressiva do que pela variedade decorativa.
Admirável também é a composição das principais personagens: a serena sensualidade da rainha, mulher decidida mas sóbria; a viril determinação de Leónidas. E ainda a comparência do fantástico e, até, do maravilhoso, indispensáveis à dimensão mítica das grandes epopeias.
Os combates são empolgantes. A dimensão épica é muito conseguida, designadamente nos planos em que as figuras cruzam os perfis e as armas num bailado frenético e cruel, evidenciado por cadências de grande eficácia plástica. Impossível não nos contagiarmos com os fulgores da batalha, quando a raiva, a dor e o sangue podem embriagar na luta corpo a corpo e as armas são lâminas nuas. No entanto, apesar de tanto sangue que jorra, de tanta crispação e violência, como nos apercebemos facilmente da distância a que se está do realismo! Os “efeitos especiais” estão sempre presentes: no tratamento dos corpos, na distribuição da luz e da sombra, na trabalho da cor, na organização da temporalidade dos movimentos, na definição dos lugares que servem de fundo. É bem uma obra de ficção. Mais do que captada pela câmara, a imagem é fabricada, ficcionada. E esta parece-me uma das grandes virtudes do filme. Só assim se consegue atingir o tom de epopeia e a aura mítica que, por vezes, preenche o ecran. Creio que é utilizando meios desta natureza que o cinema pode ser mais consistentemente uma arte da imagem. Atente-se, agora, nos inimigos. São milhares e vêem da Ásia para invadir e dominar a Grécia e, de seguida, toda a Europa. São os Persas do império de Xerxes, o rei que já submeteu muitos outros povos. Sem dúvida estamos perante o Mal, sob as formas da prepotência, da crueldade, da barbárie. No desenho das figuras, no movimento das grandes multidões, pressente-se influências várias, mormente provenientes da “Trilogia dos Anéis”: as hordas dos orcos, o monstruoso gigante da sequência da batalha junto ao túmulo, nas grutas dos anões...
Mas estes Persas não são Persas. São núbios de olhar incendiado, são múmias vivas envolvidas em trajes que podem ainda, aqui e ali, recordar baixos relevos persas; são ninjas ou samurais transfigurados, são turcos híbridos e desconformes… Esta turbulência do imaginário culmina na construção da imagem de Xerxes. Nela se condensam fantasmas que a cultura ocidental forjou sobre um Oriente mágico, brutal, lascivo e sumptuoso. Nesta figura coexistem o génio da lâmpada de Aladino, o gigantesco Tarass Bulba, o desnudado Adónis frígio, belo e efeminado. Mas também alguns outros fantasmas de cariz já arquetípico, como o Demónio que tenta Jesus no deserto, oferecendo-lhe o reino deste mundo. Ou ainda, para quem souber ver, a versão perversamente exibicionista do banal portador de piercings, pulseiras, tatuagens ou amuletos com quem nos podemos cruzar nas ruas.
Assim Xerxes, a imagem de Xerxes que o filme nos exibe, será a confluência de tudo isto, mas não é – nem pretende ser – a imagem do Xerxes histórico.
Quanto à configuração dos Espartanos não há que fazer idêntico reparo. Parece obedecer aos registos históricos disponíveis.
Como compreender esta discrepância – da qual o realizador decerto estaria muito consciente?
O realizador está, obviamente, do lado dos Gregos, aqui Espartanos. Destaca os valores por que lutam: a independência de Esparta, a posse das suas terras, a vida das suas mulheres, dos seus filhos e a própria, naturalmente. Lutam pela liberdade de continuar a ser como desejam ser, mesmo quando tenham – como é aqui o caso – de contrariar as tradições de Esparta quando estas lhes mandam conter o impulso de a defender. Impulso que leva as Espartanos ao limite da bravura, ao heroísmo: o sacrifício da própria vida, para que o exemplo frutifique.
Como pode o espectador resistir a esta impulso? E assim se torna identificação o que já era empatia. De algum modo, a causa dos gregos, em Termópilas, é também a sua causa. É a Europa que se defende naquele desfiladeiro. A de então e, admitimos, a actual. Foi naquela época distante que se esboçaram os valores que vieram a estruturar a chamada cultura ocidental: cidadania, propriedade, pátria, monogamia, primado das leis, democracia… E assim o conflito que vive nas imagens também o espectador já está, de algum modo a viver. Como não aderir à energia empolgante do ideal estético grego, a nobre simplicidade que conduz ao essencial, aqui manifestada na escultura esplêndida dos corpos defendidos apenas pelo belíssimo capacete- viseira, pela perfeita forma circular do escudo e pela lança que exige e prolonga a força do braço!
Mobilizado pelos sentimentos de admiração e de identificação, o espectador já não pode deixar de admitir plenamente justificados os rigores da disciplina e das virtudes militares, a obediência ao chefe e o espírito de unidade e camaradagem dos que se dispõem a morrer no mesmo lado do campo de batalha.
“Honra e respeito”, ensina Leónidas ao filho.
Entretanto, a palavra de ordem que ganha a dianteira é a palavra “liberdade”, à qual se adere sem resistência porque nos habituámos a entender que a “razão” assiste sempre a quem a defende. E a alegoria surge de imediato. Também hoje, no chamado Ocidente, vivemos já na defensiva. Contra o terrorismo – sobretudo o islamita --, contra a alta do custo do petróleo, contra as crescentes vagas de imigração vindas da Ásia ou de África, contra os usos e costumes dos que, oriundos de outras culturas, se instalaram já entre nós, contra o desemprego, contra os gangs suburbanos, a invasão do comércio chinês, a toxicodependência, contra a insegurança, contra a poluição, as armas de destruição massiva, contra as agressões ao equilíbrio ecológico...
Tudo dispõe os encadeados de significação despoletados pelo filme a estenderem-se desde a exaltação da Grécia até à defesa da “visão do mundo” organizada pela história e pelas culturas do Ocidente.
Por mim tenho a dizer que não escapei, no decorrer da exibição, à sedução do filme, embora me fosse apercebendo das contrapartidas a pagar por este agrado. Até onde as várias propostas explícitas e implícitas seriam susceptíveis do meu consentimento? Com- sentimento. A palavra é clara. Não se trata só de aceitação intelectual, filtrada pela reflexão e pelos valores que fazem parte dos meus hábitos. Este tipo de adesão vai mais fundo – ao que chamamos “sentimento” e que se alimenta do nosso material inconsciente. Querer escamoteá-lo, além de desonesto é perigosamente insalubre, como nos ensinou a Psicologia que pretende estudar-nos em profundidade.
Consta que, com a incendiária visão política a que nos tem habituado, G.W. Bush, saudou o aparecimento do filme como um oportuno ataque à ameaça islamita, enquanto Amadinejhad e muitos Iranianos – os Persas de hoje – se indignaram por terem achado o filme ofensivo pelo modo como retratou os seus – já longínquos – antepassados. Entenderam, por isso, que o realizador pretendeu atingir o Irão na sua actual realidade social e política.
Certamente que, no filme, os Persas são, para todos os efeitos, os “outros”. Os que diferem de nós e se nos contrapõem. Os que nos ameaçam pelo número e pela força. Os que põem em perigo a nossa identidade étnica ou cultural. Mas já vimos como surgem, como são configurados em “300” – bem longe da verosimilhança histórica. Sejamos, por isso, honestos: no filme, os “outros” irrompem como os nossos “fantasmas”, as “projecções” dos nossos medos, sub-produtos da nossa cultura. São como retratos-robot forjados nas zonas do Imaginário Ocidental onde se escondem os grandes receios e os complexos de culpa. Como é bem fácil de ver, são estereótipos, mas, pelas implicações emocionais que mobilizam, estereótipos fascinantes. Ora, a melhor luta contra eles consiste em encontrá-los, reconhecê-los e, como ensinava Jung, integrá-los, “digeri-los”, digamos, porque nós também somos “isso”.
Mas, reafirme-se, esses “outros” não são, de modo algum, os Iranianos de hoje ou os fundamentalistas islâmicos que, porventura, constituem, ou podem vir a constituir, uma ameaça séria para o chamado mundo ocidental pelas motivações políticas e intenções ideológicas sobejamente divulgadas -- as quais, decerto, não eram as que moviam Xerxes. E, na iminência de conflito, exige a mais elementar prudência que cada antagonista aprofunde o conhecimento das falsas representações que faz do outro, bem como dos meandros menos evidentes da sua cultura. Mas isto é já outra história.
Afinal, contra quem lutavam, no filme, os Trezentos? “300” é um trabalho de arte, e a arte, assuma-o ou não e sirva-se do que entender servir-se, tem sempre como matéria prima o que lhe vem do Imaginário.

Carlos Varandas
Carlos Varandas 14 de Abril de 2007

Efeitos especiais 5 estrelas. Muito interessante.

Falcon
Falcon 13 de Abril de 2007

Filme bem realizado.
Actores bem escolhidos para os papeis, tirando um ou outro.
Para ser visto em cinema, com ecra grande.

frequencia jovem
frequencia jovem 10 de Abril de 2007

(...)O novo filme de Zack Snyder, é, em primeiro lugar, uma aposta visual assombrosamente ganha. Não é revolucionário (“Sin City”), mas é uma evolução significativa, algo que, a verdade seja dita, o trailer já fazia adivinhar. Os cenários, os combates, o exército, tudo feito a computador(...) O projecto narrativo é, sem dúvida, a nódoa negra deste filme visualmente esplendoroso e diria mesmo belo, mais belo do que o real (!). Contudo admitamos… 300 é baseado não numa batalha, mas numa novela gráfica (Frank Miller) baseada numa batalha, o que faz toda a diferença. Justificado o erro, sobra um grande entretenimento… 3*
www.frequenciajovem.blogspot.com

Jean Allen
Jean Allen 7 de Abril de 2007

Um grande filme. Claramente um dos filmes do ano. Com uma realização inovadora e dotado de cenas verdadeiramente brilhantes “300” prende o espectador na cadeira até ao fim! Esqueçam o vosso desprezo pelos Espartanos vão todos torcer por eles durante o filme! Um filme só com vilões mas com alguns heróis que realmente surpreendem os espectadores. A não perder e se possível para ver no cinema e desfrutar desta maravilha para os olhos.

marco marques
marco marques 7 de Abril de 2007

adorei o filme, interessante do inicio ao fim.
sendo baseado na BD, ao vermos o filme parece que estamos na BD.
aconselho, muito bom mesmo 4.5*

penny
penny 6 de Abril de 2007

O filme não está mau de todo apesar de que em várias cenas durante a batalha se note bem que foi feito por computador, como por exemplo o cortar das cabeças.. 3,5*

jonas
jonas 6 de Abril de 2007

fui ver ao cinema e fikei com akela sensaçao que falta klker koisa ao filme....tava á espera de mais....mas efeitos especiais mt bons....as batalhas tao boas mas esta um bokado exagerado....gostei especialmente da frase
"- é uma honra morrer ao teu lado
- e para mim é uma honra ter vivido ao teu"
3.5*

Ricardo Ribeiro
Ricardo Ribeiro 5 de Abril de 2007

Muito bom filme. aconselho a toda a gente.
4*

Danny
Danny 2 de Abril de 2007

Parece ser um bom filme, tem bons actores e a historia parece mt boa.
Mas estarei no cinema para ver se vale mesmo apena, o trailer chama muito a atençao mas como outros filme ja me enganaram pelo trailer por isso o meu juizo final e mesmo depois de ver o filme ;).

just4fun
just4fun 2 de Abril de 2007

Muito sangue, como seria de esperar, nesta recriação de uma das mais épicas batalhas de sempre. As cenas da batalha estão muito bem encenadas. Gostei do filme e aconselho a quem não seja muito impressionável.

paz
paz 30 de Março de 2007

estes filmes prende-me a tela vamos esperar mas acho ke vai ser bom

Lordmitzrael
Lordmitzrael 28 de Fevereiro de 2007

Nao estou ansioso pelo filme ter o Santoro..muito menos por ter como director o Zack Snyder...estou desejoso,isso sim, pela passagem à tela de uma das maiores batalhas de todos os tempos: a Batalha das Termópilas!(embora já tenha sido há varios anos atrás) Pelas imagens que vi o Gerard Butler será um grande Leonidas!!

star
star 24 de Fevereiro de 2007

estreia 5 de abril!! k bom... espero k valha a pena... tem k valer!! estou msm ansiosa... fikem bem

star
star 19 de Fevereiro de 2007

Estou ansiosa para ver este filme.... Com o Gerry e o Rodrigo Santoro e com a produção de Zack Snyder deve ser do melhor... espero e k venha para portugal...
alguem me sabe dizer se vem ou nao e quando? agradecia...
Fikem bem