300 (2007)

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a crítica

Com as novas tecnologias digitais a permitirem ao cinema uma significativa evolução em termos de efeitos especiais, não menos verdade que em alguns casos fez com que a sua exuberância gráfica se sobrepusesse aos desempenhos dos actores e à própria história que se conta. Este «300» podia bem ser isso mesmo: uma péssima gestão de efeitos especiais a encher uma história de validade quase nula. Muita parra e pouca uva, como se costuma dizer. No entanto, Zack Snyder, que realizou antes a surpreendente versão de «Dawn of the Dead», mostra-se um verdadeiro génio no equilíbrio de dois mundos que neste caso dependem vitalmente um do outro. Na verdade, «300» ultrapassa a simples adaptação da BD de Frank Miller, para ser quiçá a melhor passagem de BD para cinema até à data. A história aborda a lendária batalhas da Termópilas de 480 AC, mas não pretende ser apenas uma recriação de época, as personagens exageradas de Xerxes, do exército dos Imortais e os próprios Espartanos obedecem aos parâmetros da BD que enfatizam o nosso interesse pelo seu lado mais ficcional e aliciante. Porém, «300» não se faz somente de sangue e violência, Snyder soube bem integrar variadas componentes semi-românticas e outras de estética visual acima do restante filme (a dança do Oráculo e a Árvore da Morte). A história paralela da esposa de Leónidas a lutar contra a corrupção de uma sociedade de ideais sustentados em tradições que tanto tem de brutais como de realistas. «300» é já uma aposta ganha em todos os sectores e sério candidato a blockbuster do ano.”
Paulo Figueiredo, Cinema PTGate
Pode acontecer com esta adaptação muito livre da batalha de Termópolis o mesmo que se passava com SIN CITY: uma estranheza que pode levar á rejeição. Mas, entrado naquele mundo, no seu excesso de violência e na sua aparência barroca, 300 não é totalmente desinteressante, muito por culpa da habilidade do realizador e de um Gerard Butler perfeito no papel de rei Leónidas.”
João Miguel Tavares, Premiere