(2007)

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a crítica

Danny Boyle é neste momento um dos principais nomes do cinema (mais ou menos) independente. As suas obras anteriores, com destaque para «Trainspotting», «A Praia» e «28 Dias Depois», fizeram-no um realizador de culto, estatuto entretanto discutido pelo despropositado e ignorado «Milhões». Boyle chega assim à ficção científica, com um projecto interessante do ponto de vista que prova a versatilidade do cineasta britânico. Mais uma vez faz-se acompanhar de Cillian Murphy e de uma equipa de actores conhecidos por papéis secundários, como por exemplo, Chris Evans («O Quarteto Fantástico»), Rose Byrne («Tróia»), Michelle Yeoh («Memórias de uma Gueixa») e Cliff Curtis («The Fountain-O Último Capítulo»).
«Sunshine – Missão Solar» faz-se acompanhar de algumas mensagens intrínsecas como o futuro do planeta ou a existência de Deus. Porém, estas mensagens são feitas através de conjunturas pouco óbvias, ensombradas pela acção e pelo drama humano a que se assiste no interior da Icarus II. Alguma colagem a «O Enigma do Horizonte» de 1997 de Paul W. S. Andersen, com a inclusão de algum terror sci-fi e um final sem surpresas, são características de um filme que, para além da dedicação de Boyle, carece de algum arrojo essencial neste tipo de películas.”
Paulo Figueiredo, Cinema PTGate
(...) um projecto que não se esgota no entretenimento, abrindo caminho a reflexões mais sérias (o que não significa que o saiba percorrer)”
Vítor Moura, Premiere