(2007)

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a crítica

Nova adaptação literária de fantasia com claras semelhanças às sagas de JK Rowling e JRR Tolkien, «A Bússola Dourada» é-nos trazida por Chris Weitz que assina o argumento e realiza esta primeira parte protagonizada por Nicole Kidman, Daniel Craig e Dakota Blue Richards. «Protagonizada» é um elogio que não condiz com as fugazes aparições de Daniel Craig e Nicole Kidman. A haver uma personagem principal essa é mesmo Dakota Blue Richards que se revela uma agradável surpresa e actriz a ter em conta no futuro. Mas mais presentes do que os actores de carne e osso estão os efeitos especiais que comandam e ambientam, através de cidades virtuais e animais falantes. Neste patamar o filme cumpre admiravelmente o seu propósito, fazendo-nos crer da existência de tal universo. Mas infelizmente outra existência faz com que o filme de Chris Weitz se espalhe ao comprido.
O livro «Northern Lights» de Phillip Pullman, de onde é retirada esta história, é uma obra rica em pormenores e personagens. Trata-se de um livro em que é criada toda uma fantasia, que a palavra escrita consegue descrever na perfeição. No argumento que Weitz elabora, este tenta conservar a maior parte dessas descrições e falas, concebendo um screenplay tão saturado quanto possível. Temos então um filme composto por pequenos episódios sem a menor fluidez, que introduzem novos personagens à velocidade da luz, com resultados que roçam a mediocridade. Para dar o golpe de misericórdia, falta alma e carisma a esta adaptação. Aspectos em que os filmes «Eragon» e «As Crónicas de Nárnia» igualmente falharam. Afinal, Hollywood parece nada ter aprendido com Peter Jackson.”
Paulo Figueiredo, Cinema PTGate
A BÚSSOLA DOURADA não tem a energia criativa que fez da trilogia de Peter Jackson uma referência. Pelo contrário: mole, congregando a nossa indiferença pelo destino dos protagonistas, a fita parece apostar tudo nos efeitos especiais.”
Jorge Leitão Ramos, Expresso