28 Semanas Depois (2007)

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a crítica

Estar à altura de «28 Dias Depois» de Danny Boyle seria já por si um feito, mas esta realização de Juan Carlos Fresnadillo consegue ser um daqueles raros casos em que a sequela suplanta o original.
28 semanas depois da aparente extinção do vírus que arrasou a Grã-Bretanha, os locais preparam-se para repovoar a ilha e retornar à normalidade, mas apesar dos esforços e das apertadas quarentenas, a doença regressa semeando o caos generalizado.
Se o primeiro filme denotou alguma influência militar e do fenómeno terrorismo vindos dos acontecimentos do 11 de Setembro, este liberta-se das amarras da moralização e denúncia para ser um dos melhores filmes de zombies já feitos. Fresnadillo mostra variadíssimas ideias num campo do terror a precisar de reinvenção urgente. Os actores, apesar de estarem longe do rótulo de estrelas, são brilhantes, com merecida ovação para Robert Carlyle e Amanda Walker. E se todo o ambiente apocalíptico é convincente, o final também o é, deixando-nos um terceiro filme em suspenso, e a torcer para que o realizador espanhol assuma as despesas de direcção uma vez mais.”
Paulo Figueiredo, Cinema PTGate