(2007)

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a crítica

Violência e sexo são agora lugares comuns para Tarantino, como o CGI o é para Peter Jackson. Perante tão exacerbada utilização de tais conceitos, diga-se, transversais a todas as suas obras, o senso comum quase nos manda aplaudir. Quase... porque «Death Proof» não é um «Kill Bill», ou um «Pulp Fiction» e muito menos um «Reservoir Dogs». Antes, não passa de uma tentativa frustada de fazer um filme série Z (o que já por si é caricato), onde os diálogos ordinários e a violência gratuita se misturam com um pano de fundo inócuo e vazio de ideias... ou porque razão somos constantemente bombardeados com movie marketing, alusões a «Marie Antoniette» (realizado pela amiga do peito de Tarantino) e imagine-se, até com a música de «Hostel» em formato ringtone?? Olhando para o percurso de Tarantino, não é de todo surpresa que «Death Proof» seja o filme que actualmente melhor representa o realizador norte americano. Ainda mais se observarmos as suas últimas propostas, «Kill Bill» e o apadrinhamento de «Hostel» como obras puramente comerciais. Demasiado mau para um realizador deste calibre, que provou que todos os génios dão um tiro no próprio pé de vez em quando.”
Paulo Figueiredo, Cinema PTGate
É o filme mais vibrante que vi este ano (...) Bravo entretenimento para adultos.”
José Miguel Gaspar, Jornal de Notícias