Planeta Terror (2007)

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a crítica

«Planet Terror» é a segunda parte do projecto a meias realizado entre Quentin Tarantino e Robert Rodriguez. O objectivo é já deveras conhecido: permitir ao público jovem actual conhecer uma das vertentes de filmes da geração anterior, carinhosamente alcunhados de Grindhouse, caracterizados pela semi obscuridade, defeitos de som e imagem e pela qualidade duvidosa das próprias películas. Neste aspecto de reconstrução dos Grindhouse, tanto «Death Proof» como este «Planet Terror» são muito bem conseguidos. Vénia merecida para os efeitos especiais. Quanto à qualidade dos filmes, o objectivo é largamente ultrapassado, pois tal como já havia referido, «Death Proof» não passava de um festim de sexo e violência sem menor sentido de história. «Planet Terror» segue-lhe as pisadas e consegue ser ainda mais ridículo que o primeiro. Tudo nele é puro show off de planos, diálogos explícitos e gore à lá «Braindead», e o pior é que toda esta panóplia de exageros não tem propósito algum, a não ser tentar ser o mais cru, agressivo e ‘Grindhouse’ possível. Será que isto justifica a realização de um filme? Parece que sim. Pelo menos para os sedentos de sangue e de diversão absoluta aparentemente encontrada neste total non sense de hora e meia. Para este tipo de coisa, já basta Uwe Boll.”
Paulo Figueiredo, Cinema PTGate
PLANETA TERROR escolhe a tradição do filme de zombies como material de reciclagem e reincide nos vícios de que À PROVA DE MORTE já enfermava (...) Felizmente, Rodriguez tem um sentido de humor mais apurado do que Tarantino e evita anunciar-se como um profeta fora de prazo da «pop art» a martelo.”
Vasco Baptista Marques, Expresso