(2007)

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a crítica

A polémica em redor deste filme de Ben Affleck já remonta a meados de 2007, quando o caso Madeleine ganhou contornos globais e forçou a Miramax a adiar a sua estreia indefinidamente, até que o caso esmorecesse na opinião pública e para que desta forma o rótulo de oportunismo não lhe fosse atribuído.
De facto, as semelhanças entre Madeleine e Amanda McCready (que curiosamente, ou não, chama-se Madeline) são mais que muitas, aspecto que nos remete para o ultra-mediático caso da família britânica. De resto, as histórias pouco ou nada têm em comum, já que Ben Affleck envereda por um caminho mais de discussão em redor da legitimidade da instituição família do que propriamente em explorar o rapto em si. Aliás, os últimos 40 minutos do filme (aqueles que valem realmente a pena ver) reforçam esta analogia.
Ao comando da câmara, Affleck não consegue esconder o aspecto esquematizado, às vezes académico, da captação de imagens e construção sequencial e na utilização abusiva do plano/contra-plano em cenas que, carecendo de diálogos à altura, se tornam aborrecidíssimas. O drama perde com isto, e é difícil "sentir" os personagens, mesmo na reveladora sequência final entre Morgan Freeman e Casey Affleck. Um filme com pontos interessantes q.b., mas inevitavelmente condenado à referencialidade exterior ao seu objecto de análise.”
Paulo Figueiredo, Cinema PTGate
[A história] é no entanto tratada pelo estreante Affleck de forma algo amadora, com o recurso fácil ao flashback para sustentar os twists e uma exploração precária das potencialidades das personagens e do elenco.”
Ana Markl, Sol