(2008)

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a crítica

Partindo das palavras de Matt Reeves, «Cloverfield» "pretende simular uma experiência extraordinária, como se o espectador estivesse de facto dentro do filme", tratando-se de uma estratégia deveras semelhante à lógica dos videojogos "in your face" ou da explorada em diversos filmes, nomeadamente em «O Projecto Blair Witch» de Daniel Myrick e Eduardo Sánchez. A questão que se coloca é se esta experiência resulta em algo de produtivo para quem a vê, ou se por outro lado, não passa de uma espécie de produto caseiro com orçamento acima da média, que visa satisfazer ao mais alto grau, o conceito voyeurista no cinema.
A julgar pelo aparato que o filme gerou num mês recheado de estreias importantes, negar a sua importância é tapar o sol com uma peneira. Além do mais, «Cloverfield» apresenta-nos ideias e experimentações suficientemente interessantes, que justificam plenamente o seu visionamento.”
Paulo Figueiredo, Cinema PTGate
Muita agitação visual e alguns típicos efeitos especiais não bastam para compensar a pobreza emocional da história, do argumento e da dramaturgia.”
João Lopes, Diário de Notícias