Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (2008)

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a crítica

Começaram a surgir há cerca de 2 anos os primeiros rumores de um quarto episódio de aventuras de Indiana Jones, ainda com o argumento em fase de gestação e um projecto à espera da aprovação de George Lucas. Os receios de que a recuperação da mítica saga do arqueólogo mais famoso do mundo, fosse apenas de objectivos meramente comerciais, foram-se desvanecendo à medida que o elenco ia sendo anunciado. Aliás, insistir em Harrison Ford foi provavelmente um passo arriscado, que Steven Spielberg ousou dar, com resultados que não são infelizmente, os melhores.

Olhando para o quadro geral, pode-se dizer que os cenários exóticos estão lá, a aventura e a acção também, a personagem central ainda tem carisma (mas não estamina) e a vilã (Cate Blanchett) é a melhor desde Rene Belloq. Neste âmbito, o do espectáculo, o filme não desilude. Os grandes problemas surgem inevitavelmente quando os efeitos especiais são usados de tal maneira, que se sobrepõem a tudo o resto. Isto, aliado a uma série de sequências de péssimo gosto (no passado, esta vertente ficcional exagerada também existia, mas com outro requinte), como as cenas do frigorífico resistente a explosões nucleares, de Shia LaBeouf armado em Tarzan e do êxtase final à X-Files, não disfarçam a fraqueza de um argumento previsível e aborrecido, imerso em clichés internos e reciclados. A vantagem é que tudo isto ocorre à velocidade da luz (à boa moda dos filmes modernos) e depressa se conclui uma saga que nunca deveria ter sido... pelo menos não desta maneira. «Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal» equivale a uma sessão de curta nostalgia, que em vez de ocupar o seu lugar merecido de referência para as novas gerações, deixa-se ficar ao nível de imitadores como o «O Tesouro» e «A Múmia».”
Paulo Figueiredo, Cinema PTGate
(...) o regresso de "Indy" não desaponta. Antes pelo contrário, recupera o espírito da grande aventura que se perdera desde que o vimos pela última vez, em 1989.”
Marco Oliveira, Premiere