(2007)

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a crítica

Paul Thomas Andersen realiza fervorosamente este embate entre capitalismo e religião, apoiando-se na obra «Oil!» de Upton Sinclair, para desenvolver um filme cujo impacto se prolonga bem para além dos cerca de 160 minutos de duração, muito por culpa dos actores envolvidos. Neste capítulo tanto Daniel Day-Lewis como Paul Dano estão sublimes e são simultaneamente os alicerces de um argumento, que não disfarça algumas carências e desequilíbrios presentes na estrutura adaptada da obra de Sinclair.
Parece-me por ventura algo rebuscado pensar em «Haverá Sangue» como candidato à cobiçada estatueta dourada da Academia. Isto, porque para além do brilhantismo reconhecido e merecido dos actores (Daniel Day-Lewis parece-me inquestionável quanto à sua nomeação para o Óscar), a pouco mais se pode dar mérito extra. Seguramente um dos filmes mais difíceis de digerir dos últimos tempos, mas também um dos mais sobrevalorizados.”
Paulo Figueiredo, Cinema PTGate
Anderson (...) ora vai longe demais, ora não vai suficientemente longe, ora se estica para lá do que sabe. Mas quando acerta - e há muitos momentos em que acerta - HAVERÁ SANGUE é desmedido, intensamente magnífico, uma espécie de ópera surreal e atonal”
Jorge Mourinha, Público