U2 3D (2007)

poster

a crítica

Não é novidade esta inclusão da música pela 7ª arte. Citando alguns exemplos, Michael Jackson, Madonna, Metallica, Ice Cube, Jack Black, Justin Timberlake e Eminem, já participaram directa ou indirectamente no mundo do cinema, com projectos mais ou menos pertinentes. Talvez por isso, parte do impacto de um projecto como «U2 3D» seja à partida mais fruto de «vamos lá ver o que isto vai dar», do que uma atitude de estarmos perante algo pioneiro.
No entanto, verdade seja dita: se há banda no panorama actual a saber conjugar de forma brilhante a música com a componente visual, são os U2. Esse aspecto está bem patente na primeira parte do concerto. Um visual bem cru, em que a banda sem grandes artifícios de palco protagoniza um desempenho fulgurante. O caso vai mudando gradualmente de figura, introduzindo a cada música mais tecnologia e mais regalo para os olhos. Convém dizer que não estamos propriamente perante um filme ou documentário, como se chegou a especular na Internet. Foi gravado durante 7 concertos diferentes, numa lógica de videoclip, com muitos truques de estúdio, filmado para ser visto em 3D e contendo várias mensagens de teor político-religioso. Mas apesar da inquestionável competência do projecto, realizado por Catherine Owens e Mark Pellington, como objecto cinematográfico tem muito pouco por onde se lhe pegue. Talvez o único momento verdadeiramente «cinematográfico» a ser a sequência em que Bono pede ao público para trocar a luz dos isqueiros pela luz dos telemóveis, num cenário de magnifico efeito. «U2 3D» fica-se por objecto de culto para fãs e uma óptima plataforma para se conhecer uma das mais prestigiadas bandas de Pop Rock da actualidade.”
Paulo Figueiredo, Cinema PTGate
E, sem ponta de má vontade (gostamos muito dos U2), se não fosse o "truque" do 3D, não haveria razão para um objecto que tem pouco de cinema e mais de DVD estrear em sala.”
Jorge Mourinha, Público