A Ilha dos Escravos (2008)

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a crítica

Franscisco Manso regressa a Cabo Verde depois de «O Testamento do Senhor Napumoceno» que já data de 1997. Este é também o primeiro de três filmes do realizador lisboeta a estrear em 2008, sendo os restantes «O Último Condenado à Morte» e «Assalto à Santa Maria». É num formato muito similar ao de uma telenovela que «A Ilha dos Escravos» se desenvolve, sempre com pano de fundo musical bem ritmado para iludir a lentidão das cerca de duas horas de filme. Uma ferramenta, que não sendo propriamente original, é aqui engenhosamente utilizada. Mas um pouco como o cinema português em geral, «A Ilha dos Escravos» peca pela falta de credibilidade inerente ao desempenho dos actores, alguns chegam mesmo a ser medíocres, e pela incessante repetição de planos e sequências. Aliás, parece-me que nunca tinha visto um filme em que se bebe tanta água e onde os actores passam mais de metade do tempo sentados. Mais uma pobre produção portuguesa comparticipada pelo ICAM.”
Paulo Figueiredo, Cinema PTGate
Manso não consegue dramaturgia, apenas ilustração, e o espectador é conduzido à lassitude, ao desinteresse.”
Jorge Leitão Ramos, Expresso