Distrito 9 (2009)

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a crítica

«Distrito 9» é em variadíssimos aspectos semelhante ao filme de 1988, «Alien Nation», protagonizado por James Caan e Mandy Patinkin, que mais tarde foi transformado numa série de televisão. Mas estas semelhanças são apenas pontos de partida para um filme que é dos mais inventivos e interessantes produtos de sci-fi a que tivemos oportunidade de assistir nos últimos anos, pela premissa assumidamente política num contexto de Apartheid, onde o racismo e burocracia (que chega ao ponto de dar nomes terrestres aos alienígenas) convivem como forma de controlo de uma espécie sem líder e à deriva.
Mas isso não significa que «Distrito 9» seja uma dissertação sobre questões sociais. O filme produzido por Peter Jackson e com efeitos especiais da WETA é, especialmente na segunda metade, dotado de sequências de acção que, mesmo carregadas de CGI, não deixam de ser bastante enérgicas e visualmente muito interessantes. O único problema de «Distrito 9», é o facto de inicialmente se ter previsto uma carga política ainda mais acentuada, com a inclusão de maiores tensões entre as espécies, mas que nunca chega a ser desenvolvida convenientemente. Filmado num estilo de falso documentário, «Distrito 9» é pelas mãos do realizador Neill Blomkamp, com o brilhante estreante Sharlto Copley no papel de Wikus van der Merwe, o funcionário da MNU que protagoniza a história, um espectacular filme de ficção-científica que ninguém deve perder.”
Paulo Figueiredo, Cinema PTGate
(...) uma das mais atípicas (e interessantes) propostas do cinema de ficção científica da década dos zeros”
Nuno Galopim, Notícias Sábado