Os Substitutos (2009)

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a crítica

«Os Substitutos» é um filme de ficção-científica assustadoramente semelhante a «I, Robot» de Alex Proyas e a «The 6th Days» de Roger Spottiswoode, mas que se afigurava como um óptimo veículo de emoções e de questões filosóficas. Como por exemplo, as ideias presentes no filme de estarmos a oferecer o controlo das nossas vidas a corporações interessadas apenas no lucro rápido e a de, perante o cenário oferecido, passarmos a gostar mais da vida dupla e segura das réplicas, do que em experienciar as coisas por nós próprios. Infelizmente estas questões são abordadas de forma superficial, escolhendo antes, como ponto de referência uma arma de destruição maciça que ameaça as réplicas de todos os seres humanos. O filme perde assim densidade dramática, colmatada em parte na brilhante sequência final e no credível drama familiar em que vivem Tom Greer (Bruce Willis) e a esposa Megan (Rosamund Pike). É um bom filme, mas sabe a pouco.”
Paulo Figueiredo, Cinema PTGate
(...) excelente a instalar uma realidade ficcional (...) Tecnicamente é prodigioso (...) todavia, o filme afunila o extraordinário manancial à sua disposição numa trama onde as cenas de acção surgem quase por imposição externa”
Jorge Leitão Ramos, Expresso