(2009)

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Sinopse

Século IV. No Egipto, sob o poder do Império Romano, violentos confrontos sociais e religiosos invadem as ruas de Alexandria... Presa entre paredes, sem poder sair da lendária livraria da cidade, a brilhante astrónoma, Hypatia, com a ajuda dos seus discípulos, faz tudo para salvar os documentos da sabedoria do Antigo Mundo... Entre os discípulos, encontram-se dois homens que disputam o seu coração: o inteligente e privilegiado Orestes e o jovem Davus, escravo de Hypatia, dividido entre o amor secreto que nutre por ela e a liberdade que poderá ter ao juntar-se à imparável vaga de Cristãos.



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Detalhes

Ano: 2009
Estreia nacional: 10 de Dezembro de 2009 (#6 na 1ª semana)

País: Espanha, Malta
Género: Aventura, Drama, Romance
Duração: 126 min.
Classificação: M/12
Distribuidora: Castello Lopes

Realização:
Alejandro Amenábar

Intérpretes:
Rachel Weisz, Max Minghella, Oscar Isaac

Links:
www.agorathemovie.com (site oficial)
www.castellolopesmultimedia.com/agora (site oficial)
www.youtube.com/watch?v=RbuEhwselE0 (trailers)
www.imdb.com/title/tt1186830

A crítica

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(...) pela dimensão dos temas que quer abordar, Amenábar torna este projecto demasiado longo e desconexo.”
Miguel Simal, Sol
Os limites de um filme como este derivam de uma perspectiva dos argumentistas e do realizador, que impõem o argumento como um uma "tese" moderna que, desde logo, reduzem (se não anulam) uma... mais ››
Manuel Cintra Ferreira, Expresso

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3.0/5Agora
Este Agora vale sobretudo pela coragem com que Amenábar abordou o fundamentalismo inerente ás religiões.”
35mm, 17/Fev/2010
2.0/5Ágora, por Carlos Antunes
Amenábar sempre que pode enche o filme de floreados (...) que os torna irritantes ao longo do filme.”
Split Screen, 20/Jan/2010
5.0/5Agora - Portal Cinema
“Agora” é uma das obras mais perspicazes, colossais e dignas de todos os tempos! Preparem-se para a polémica!”
Portal Cinema, 15/Dez/2009
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3.0/5Diogo Pinheiro Diogo Pinheiro 24 de Março de 2012 às 15:13

Este filme é acima de tudo um bom retrato das barbaridades que se faz em nome da fé. Não duvido que estes acontecimentos naquela época tenham fugido muito ao que aqui foi retratado.

Edo Edo 19 de Junho de 2010 às 01:10

O filme está bem feito. Mas não vejo o filme como um filme histórico. Ele tem coisas que o realizador retratou que duvido muito terem acontecido, como por exemplo aquela experiência feita no barco por Hepácia e mais o seu ajudante. Aquela foi uma experiência proposta muito mais tarde por Galileu (ou seja, mais de 1000 anos depois de Hepácia morrer) para contestar a ideia de que a Terra não girava em torno dela própria, e o realizador deve-se ter inspirado nisso e fez de Hepácia o Galileu do século V. Mais tarde, lá para o final do filme, Hepácia põe a hipótese de que os planetas teriam órbitas elípticas em torno do Sol. Isto só foi mostrado por Kepler (já depois de Galileu). Ora, acho impossível provar que Hepácia não chegou a esta conclusão, mas que eu saiba também não há provas de que ela chegou - e é muito improvável na época em que ela viveu -, o que me leva a crer que o realizador apenas quis romancear a história desta filósofa fazendo-a ter esta enorme "descoberta" um dia antes (ou no próprio dia, já não me lembro) da sua morte trágica.

Ainda há mais outra coisa que quero falar e é a mais importante: não gostei da maneira com que o realizador mostrou a diferença entre a sabedoria dos filósofos e a dos religiosos. Foi duma forma notoriamente tendenciosa. Separou estes dois em duas classes de seres humanos completamente diferentes e generalizou. O que fez foi, simplesmente, juntar todas as qualidades (sabedoria, a consciência que "nada se sabe") no lado dos filósofos e juntar todos os defeitos (ignorância, certezas não fundamentadas) do outro lado, a dos religiosos. Ainda tentou disfarçar esta tendência mostrando umas características menos nobres para os filósofos - como açoitar escravos - e características mais nobres para os religiosos - como repartir alimento e dar a quem tem fome -, mas isso foi no início, apenas para depois ele poder entrar "duro no campo".

Guerras em nome da religião sempre houve, mas por fanatismo religioso (ou outros interesses obscuros). E fanatismo religioso e pessoas religiosas podem ser – e são – coisas muito diferentes. No entanto, foi exposto que toda a gente queria o sangue daqueles que não adoravam o seu Deus.
Não pode haver problema em falar sobre este tipo de coisas (a religião), mas também não pode haver este retrato erróneo de que a relegião é total e puramente maligna. Caso contrário poderemos depois ver comentários ignóbeis feitos por aí.

Valter Antunes Valter Antunes 19 de Fevereiro de 2010 às 11:54

Bem, não esperava um épico do Amenábar, não é um filme perfeito neste género, mas gosto deste tema, não conhecia esta filósofa Hipatia, é mesmo uma pena haver gente tão oca como os cristãos.
Penso que o argumento está simples e directo, boa representação de Rachel Weisz, no entanto já vi melhores filmes do Amenábar.