Green Hornet (2011)

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a crítica

Realizado por Michel Gondry, «Green Hornet» começa por ser uma aventura descomplexada de um jovem rico e mimado chamado Britt Reid (Seth Rogen) que, com a ajuda de um empregado com super poderes, se torna num herói mascarado. Juntos irão combater o crime em estilo enquanto Reid dirige o jornal diário deixado pelo seu pai James Reid (Tom Wilkinson). À medida que os dois vigilantes combatem nas noites da cidade, Reid começa a utilizar o seu jornal para construír a reputação do seu alter-ego. A premissa é em todo o caso bastante interessante, especialmente quando Gondry explora a ideia de que o acesso aos media é um privilégio perigoso, muitas vezes usado para fins pessoais de quem habita no poder. Mas também é certo que tudo o resto é puro lixo. Principalmente a performance de Seth Rogen que prova que não é só na ficção portuguesa que encontramos maus actores.
A incapacidade deste em estabelecer qualquer tipo de conexão entre o seu personagem e a acção é gritante, como se Rogen estivesse a fazer o seu próprio filme, num claro exemplo de over-acting. O tom cómico (que não tem graça nenhuma) e o despropositado 3D tornam a experiência ainda mais surreal, e deixa-nos a pensar se Gondry não estaria sob o efeito de substâncias tóxicas durante a rodagem. Muito mau.”
Paulo Figueiredo, Cinema PTGate
Gondry abdica das suas principais marcas de identificação para dar espaço à histeria de um ator e de um argumento que, juntos, parecem ser capazes de aniquilar todos os sinais de vida inteligente num raio de vários quilómetros”
Vasco Baptista Marques, Expresso