(2011)

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a crítica

Hollywood parece estar interessado em fazer arqueologia e reivindicar um estatuto que, com o assustador decréscimo de filmes marcantes, foi perdendo ao longo das últimas décadas. Se «O Artista» é uma verdadeira ode ao cinema mudo, «A Invenção de Hugo» pretende celebrizar o padrinho dos efeitos especiais, George Meliés. Fá-lo porém de forma a sensibilizar o espectador com truques de argumento do melodrama clássico, revelando um cineasta (Meliés) altamente romantizado (curioso como a ideia de indústria de cinema é totalmente pisada) que faz cinema apenas para tornar realidade os seus sonhos. «A Invenção de Hugo» é uma visão redutora e simplista do personagem em questão e deste particular pedaço de História do Cinema.”
Paulo Figueiredo, Cinema PTGate
O que faz do filme um objeto para amar sem medida é que esse fascínio primevo e a cinefilia longamente meditada são o indistinto material que o constitui. Scorsese consegue ter a frescura que simula a disponibilidade infantil para o deslumbramento e o fundo sedimentado que mais de um século de cinema foi depositando. E isso é muito raro.”
Jorge Leitão Ramos, Expresso