Extremamente Alto, Incrivelmente Perto (2011)

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a crítica

O pano de fundo deste melodrama é o 11 de Setembro de 2001 e o argumento pretende da forma que lhe é possível prestar homenagem ao povo americano, salientando feridas e traumas pela perspectiva de um jovem que perde o pai nesse fatídico dia. Não seria errado considerar «Extremamente Alto, Incrivelmente Perto» a missa do sétimo dia do 9/11. Um filme para enterrar de vez a memória dos falecidos, enquanto através do talentoso Thomas Horn transmite essa pesada herança para as gerações futuras. Mas algo me diz que este não vai ser o último filme sobre o assunto...nem por sombras. Pela amostra de «Extremamente Alto, Incrivelmente Perto» as feridas ainda não cicatrizaram totalmente, ao ponto deste ser um dos mais melancólicos filmes que já me passaram pelos olhos. Não esperem portanto gag reliefs (há apenas aqui e ali momentos para quebrar a tensão), porque é todo ele um filme sério e profundo, sobre um evento historicamente marcante na vida dos cidadãos norte-americanos. Difícil de digerir um enredo tão dramático, mas não se pode acusar Stephen Daldry de não ter investido o humanamente possível na sua feitura.”
Paulo Figueiredo, Cinema PTGate