(2011)

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a crítica

O desconcertante deste filme de Abel Ferrara não é que a camada de ozono subitamente deixe de desaparecer da noite para o dia extinguindo assim toda a vida na Terra, mas a apatia generalizada dos personagens envolvidos que absorvem a inevitabilidade do acontecimento, mantendo as suas vidas em constantes rotinas vulgares. Ferrara dedica especial atenção às despedidas dos entes queridos e nas reconciliações, mas também na religiosidade e no esoterismo que preenchee a atmosfera do filme. É uma proposta de fim de mundo, diria. Uma proposta aparentemente muito pessoal de Ferrara que deixa para os media a convulsão social que um evento destes decerto traria, focando a sua objectiva num apartamento e num casal com uma relação conturbada. ”
Paulo Figueiredo, Cinema PTGate