(2012)

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a crítica

Ao ouvir Hugh Jackman a falar das rodagens de «Os Miseráveis», ninguém pode duvidar do investimento que os actores fizeram para um empreendimento exigente como é esta adaptação da obra clássica de Victor Hugo. Porém, não se trata da entrega dos actores, que são o menos mau, mas antes da execução medíocre de um filme rodado paredes meias entre o drama histórico e o musical, tal como Tim Burton fez no seu «Sweeney Todd». Se Burton conseguiu disfarçar as debilidades vocais dos actores com o seu décor e estilo muito próprios, Tom Hooper não tem uma assinatura estética distinta, resultando numa adaptação caótica, incapaz de dar expressão ao dramatismo e ao portentoso retrato de época que Victor Hugo fez da França do século 19. ”
Paulo Figueiredo, Cinema PTGate