Ataque ao Poder (2013)

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a crítica

Filmes como este «Ataque ao Poder» não são novidade. De há algumas décadas a esta parte, Hollywood entretém-se a produzir fitas de acção propagandista com elevados níveis bélicos e muito pouco virtuosismo cinematográfico.
Qualquer espectador que tenha assistido a filmes como «Die Hard», «Comando» e «Coragem Debaixo de Fogo» ou até o recente «Olympus Has Fallen, saberá bem o que esperar de «Ataque ao Poder»: um thriller de mensagem política, muito patriotismo bacoco e testosterona para dar e vender.
Roland Emmerich assina a direcção, o que equivale a dizer que «Ataque ao Poder» é sinónimo de explosões a torto e direito e diálogos senis. Afinal, falamos do homem que realizou pérolas de mau gosto como «Dia da Independência» (que ao que parece vai ter uma sequela, imagine-se...) e «2012».
O role de actores é interessante, mas logicamente que ninguém espere performances de topo por parte de James Woods ou Jamie Foxx, este que interpreta um personagem polarizante que especula sobre os dilemas políticos de Obama, não obstante a ingenuidade gritante que o preenche. Dom para a luta e para as piadas de mau gosto tem ele (na tradição de Harrison Ford no «Air Force One») e isso aparentemente é suficiente para ser um bom presidente.
Esperem muitos recados políticos para dentro e fora dos EUA, sempre com a sobranceria típica de quem está a produzir filmes para alimentar o seu ego. Em suma, é só disso que se trata: massagem de ego.
Sendo assim, recomendaria apenas a quem aprecia "brainless action flicks" com uma forte carga patriota. Preparem-se inclusive para insistentes mini-lições de história americana. ”
Paulo Figueiredo, Cinema PTGate