(2006)

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a crítica

O continente africano representou nos últimos meses um filão de enredos explorado pela indústria hollywoodesca, produzindo sucessos como «Babel», «Diamantes de Sangue», «Amor Sem Fronteiras» e «Hotel Rwanda», nomeando apenas alguns exemplos mais recentes. «O Último Rei da Escócia» acompanha essa tendência e surge no nosso país após a merecida nomeação para um Óscar de Forest Whitaker para melhor actor principal no papel, do ditador Idi Amin que governou Uganda durante a década de 70 e foi responsável, como a história relembra, pela morte de cerca de 300.000 civis. Suspeita-se, no entanto que se não fosse por esta bem vinda publicidade, «O Último Rei da Escócia» teria provavelmente passado ao lado da maioria. Ter-se-ia perdido um excelente filme, que nos absorve de forma invulgar para os meandros do coração humano, desabravando-o até ao seu lado mais obscuro para descobrir apenas o que sempre lá esteve disfarçado sob uma convincente aparência. «O Último Rei da Escócia» recomenda-se pelo seu valor cultural, pelo valor das representações de James McAvoy e Forest Whitaker e, sobretudo pelo seu fulgor descomprometido e rebelde.”
Paulo Figueiredo, Cinema PTGate
Cinismo, oportunismo, fascinação e horror enovelam-nos uma fita onde a ficção documental é competentemente praticada. A proficiência do filme não mereceria grande atenção se não fosse a poderosa interpretação de Forest Whitaker”
Jorge Leitão Ramos, Expresso