Next - Sem Alternativa (2007)

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a crítica

«Next» conta a história de Cris Johnson (Cage) que consegue vislumbrar até dois minutos do seu futuro e que vive anonimamente em Las Vegas sob o falso nome de Frank Cadillac, fugindo às autoridades que pretendem explorar a sua capacidade. Quando uma bomba atómica entra clandestinamente nos EUA, a agente do FBI Callie Ferris (Moore) irá a todo o custo tentar capturar Cris, a fim que este descubra onde está escondido o engenho explosivo.
O argumento, obra de Gary Goldman, produtor de «Minority Report», revela boas intenções e muito potencial como sci fi policial, não fossem as inúmeras fraquezas que igualmente detém, a começar pelos intervenientes. Vejamos: a bomba atómica é roubada ao exército russo por indivíduos cujas línguas maternas são o inglês (UK) e o francês que objectivo será lançá-lo em terras do Tio Sam. Este estereótipo, bastante utilizado nos filmes de acção dos anos 80/90 está já gasto e não convence ninguém a não ser de uma xenofobia americana em relação a tudo o que é estrangeiro. No lado mais académico, os diálogos são pobres e sonolentos, as cenas de acção são fracas e nem os efeitos especiais ajudam. A banda sonora tenta dar algum movimento à coisa, mas torna tudo ainda mais surreal. É espantoso ver o magnífico penteado de Nicolas Cage, a fazer lembrar Tom Hanks em «O Código Da Vinci» e Julianne Moore desesperada e tentar ser uma agente do FBI dura e implacável. O final do filme é do mais ridículo que há memória, entra em conflito com praticamente tudo o que vimos até ali, questionando a sua própria existência. Haveria mesmo necessidade disto?
Nicolas Cage parece apostado em protagonizar filmes medíocres. Foi assim com «The Wicker Man», «Ghost Rider» e uma série de outros tantos que intercalados com ilhas de bom gosto («Inadaptado» e «World Trade Center») retiram um certo impacto negativo quando olhamos para a filmografia do actor norte americano.
Pena é eu não poder ver o futuro, caso contrário nunca teria posto os pés na sala onde vi este total desperdício de tempo.”
Paulo Figueiredo, Cinema PTGate
(...) sem dúvida o melhor trabalho americano do realizador neozelandês (...) um muito bem equilibrado filme de suspense”
Manuel Cintra Ferreira, Expresso