Ultimato (2007)

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a crítica

«Ultimato» fez-me de imediato recordar a trilogia «Matrix». Ou seja, enquanto o primeiro filme foi genial, o segundo adensava a trama e elevava a fasquia até à conotação de clássico. Já o terceiro finaliza de forma previsível e sem riscos.
De facto esta terceira parte fica um pouco aquém do esperado em termos de suspense e de mostrar algo de verdadeiramente surpreendente. Ao invés dispõe as suas peças estrategicamente para no fim impor um xeque-mate às expectativas mais optimistas. Mas atenção, não é um mau filme. Paul Greengrass consegue eficazmente, muito às custas do seu versátil jogo de câmaras, transmitir velocidade e um ambiente de quase sufoco às constantes fugas de Jason Bourne. Matt Damon continua igual a si mesmo, suficiente para o papel, mas pouco expressivo e com mais músculo que classe, a propósito das comparações algo ingénuas com James Bond, este mais fashion e menos realista que Bourne. O que quebra o filme é mesmo a repetição esquemática das cenas de acção e os constantes flashbacks que nada vão acrescentando à história e que são mostrados em catadupa num fim muito pouco imaginativo. Esperava-se mais deste último capítulo de Jason Bourne, mas também é verdade que cumpre e não defrauda totalmente.”
Paulo Figueiredo, Cinema PTGate
Jason Bourne não tem estatura nem classe para se tornar no "novo" 007 (...) Paul Greengrass perde por completo o controlo do tempo do seu filme e, em última instância, não tem qualquer noção minimamente consistente do espaço. A ordem narrativa é arbitrária.”
João Lopes, Diário de Notícias