Revolutionary Road (2008)

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a crítica

Em «Revolutionary Road» Sam Mendes recupera a kammerspielfilm, levada para os EUA em finais da década de 30, colocando Di Caprio e Kate Winslet expressando-se corporalmente quase como se de um filme mudo se tratasse. A tensão que se vive entre o casal é credível, com uma actualidade contagiante, nunca precisando Mendes de libertar as amarras para dar dimensão à película. A dimensão humana existente é enorme, sublinhada pela personagem John Givings (excelente Michael Shannon), e suficiente para levar a bom porto a história. Bom porto não significa, no entanto, que o filme é perfeito, longe disso. Falta ritmo à história que por vezes chega a parecer desconexa, com várias pontas soltas, como por exemplo, o background das personagens, aspecto que o cinema alemão tentava não descurar.”
Paulo Figueiredo, Cinema PTGate
São magníficas as interpretações (...) Realização suave, cheia de classe, que deixa que os actores e o enredo sigam a sua tragédia natural.”
Jorge Pinto, Premiere