Sexta-Feira 13 (2009)

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a crítica

O entusiasmo de um fã dura pouco tempo neste remake de uma das mais emblemáticas sagas de terror dos anos 80, com o icónico Jason Vorhees a regressar uma vez mais da tumba (ao todo são já 12 vezes) para aterrorizar jovens adolescentes que insistem em passar umas animadas férias em Crystal Lake.
Digo de um fã, porque será porventura este o público a que o filme poderá aspirar, principalmente porque numa altura em que estreiam vários filmes aplaudidos e que lutam pelas estatuetas douradas de Hollywood, poucas são as hipóteses de um bom sucesso comercial deste remake de Marcus Nispel.
Quanto ao defraude épico que o filme proporciona, tem a ver praticamente com tudo o que possam imaginar: a falta de ideias, as personagens de cartão cujo objectivo é tirar a senha de próximo a ser apanhado e o pior de tudo a ser a visão retrógrada que o filme faz dos adolescentes, como se ainda estivessem nos anos 80 (os diálogos no posto de abastecimento são simplesmente deploráveis). O sexploitation poderia ser desculpável, mas torna-se demasiado abusivo para justificar seja o que for, e finalmente Jason, um outrora terrífico personagem que fazia os corações bater mais depressa do que um martelo pneumático, é agora um eremita que vive no subsolo e provavelmente deve ficar bem aborrecido quando não há adolescentes patetas para chacinar.
Ninguém esperava que Marcus Nispel revolucionasse o universo sexta-feira 13, mas que pelo menos prestasse a devida homenagem à personagem. No final de contas, este remake consegue ser pior do que muitas das terríveis sequelas que se fizeram da saga.”
Paulo Figueiredo, Cinema PTGate
Do ponto de vista técnico, há que reconhecer uma recauchutagem competente. No entanto, uma série de más jogadas - do argumento à realização - fazem esta nova versão descarrilar e perder o tom assustador do filme original.”
Marco Oliveira, Premiere