Star Trek (2009)

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a crítica

Nesta reinvenção de uma das mais famosas sagas sci-fi, somos transportados para uma fórmula cinematográfica que assenta na acção non-stop e em deslumbrantes efeitos especiais, cada vez mais imagens de marca do cinema americano do séc. XXI. Se por um lado os filmes de acção ganham aqui uma nova dimensão, mais interactiva e com maior impacto audiovisual, perde-se por outro a capacidade de processamento de mensagens inerentes a uma boa história ou de apreciar a cenografia e o desempenho dos actores. «Star Trek» representa o que acontece na segunda hipótese e traça involuntariamente um importante paralelismo com o insustentável fluxo de informação veiculado dos novos media para o espectador, para quem o risco de esquizofrenia é iminente. «Star Trek» é um filme hiperactivo, esquizofrénico, que renega as possibilidades de uma boa história, para dar ênfase às maravilhas tecnológicas e a velocidades warp no que toca às transições de plano. O resultado é um cinema sem conteúdo e sobretudo sem alma.”
Paulo Figueiredo, Cinema PTGate
(...) o melhor filme da saga desde a histórica estreia”
Nuno Galopim, Notícias Sábado