a crítica
Impõe-se uma análise reflexiva aquele que é até ao momento o mais bem sucedido filme de super-heróis da Marvel. O sucesso meço-o aqui não só a nível de bilheteira, mas ao nível do impacto que produziu junto do público. É certamente o filme mais falado do ano e não fossem as estreias próximas de «Prometheus», «Batman» e «O Hobbit» estaria aqui para muita gente o grande filme de 2012. Isto também nos diz muito daquilo que um filme como «Os Vingadores» representa na actualidade: entretém durante 2/3 semanas e rapidamente é esquecido até a máquina do marketing voltar em força aquando do lançamento em DVD. Portanto, facilmente percebemos que o momentum de «Os Vingadores» tem prazo de vida curto e que daqui por alguns meses pouco ou nada se falará dele. Analisando de perto o filme, percebemos o porquê de ter conseguido cativar, pelo menos, o público infanto-juvenil: a acção é estonteante e non-stop, os personagens não sofrem de underdevelopment (excepto o Hawkeye), algo a que o público é muito sensível, as tiradas do Homem-de-Ferro, Loki e a mímica do Hulk são tudo pérolas que ajudam a que o filme ganhe uma mitologia muito própria, como com os diálogos cómicos de Tony Stark com Loki ou com Bruce Banner. Obviamente que no meio de tanto fogo de artíficio, fique a faltar alguma seriedade ao argumento e principalmente algo que retiremos da história como mais-valia. Mas há que reconhecer que esse não foi o propósito do filme. Podíamos pedir algo na linha apolínea de «Watchmen» ou mesmo do «Batman» de Nolan, ou ter uma linha dionisíaca como aquela que foi escolhida. Mas tanto uma como a outra via são perfeitamente legitimas, mais ainda quando os resultados são (respectivamente) atingidos.”
Paulo Figueiredo,
Cinema PTGate
(...) se os super-heróis ganham sempre e não há magia no caminho, o que é que fica? Entretenimento para adolescentes - sensaboria, sono.”
Jorge Leitão Ramos,
Expresso